EFE/Ralph Scott
EFE/Ralph Scott

EUA devem continuar instalação de sistema antimísseis na Coreia do Sul apesar de impeachment

Porta-voz do Pentágono afirma que projeto independe de governo que estiver no comando em Seul; tema é discutido entre possíveis candidatos à presidência sul-coreana

O Estado de S. Paulo

10 de março de 2017 | 19h44

WASHINGTON - Militares dos Estados Unidos disseram nesta sexta-feira, 10, que planejam avançar com a instalação do sistema antimísseis THAAD na Coreia do Sul, separando esse assunto da crise política em Seul, onde a presidente Park Geun-hye foi destituída do cargo nesta sexta-feira após processo de impeachment em razão de um escândalo de tráfico de influência e corrupção.

Os EUA começaram a implantar os primeiros componentes do avançado sistema antimísseis na Coreia do Sul na terça-feira 7, em resposta aos testes nucleares e de mísseis balísticos realizados pela Coreia do Norte.

Políticos cotados para substituir Park na eleição que deve ocorrer no país dentro de 60 dias, como prevê a Constituição, têm se mostrado divididos em relação ao THAAD. O candidato liberal Moon Jae-in, do opositor Partido Unido Democrata, lidera atualmente as pesquisas de opinião e defendeu uma revisão do tema.

O capitão americano Jeff Davis, porta-voz do Pentágono, descreveu o THAAD como algo que já havia sido decidido pelos dois países e era totalmente justificado diante da ameaça norte-coreana. Ele não quis comentar a situação política em Seul. "Líderes mudam com o tempo. Isso não é novo. Fizemos um acordo com a República da Coreia de que essa era a capacidade que eles precisavam. Isso é algo necessário militarmente. O acordo foi firmado, e nós continuamos comprometidos a cumpri-lo."

Perguntado se os EUA continuariam a enviar componentes do THAAD para a Coreia do Sul, Davis respodeu que "sim". / REUTERS

 

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