U.S. Department of Defense/Handout via REUTERS
U.S. Department of Defense/Handout via REUTERS

EUA divulgam vídeo do lançamento da 'mãe de todas as bombas'; veja

Maior armamento não nuclear já utilizado pelos americanos matou dezenas de membros do Estado Islâmico e destruiu uma importante instalação do grupo terrorista; onda de choque da explosão se estende por mais de 1 km

O Estado de S.Paulo

14 Abril 2017 | 11h28

WASHINGTON - O Pentágono divulgou nesta sexta-feira, 14, o vídeo do momento em que a bomba GBU-43, a mais potente do arsenal não nuclear dos Estados Unidos, impacta contra um sistema de cavernas do Estado Islâmico (EI) no Afeganistão.

As imagens aéreas mostram o momento em que o armamento conhecido como "mãe de todas as bombas" cai na ladeira de uma montanha do distrito de Achin, na Província de Nangarhar, com uma potência equivalente a 11 toneladas de TNT.

Uma imensa coluna de fumaça e escombros aparece após a explosão, que neste tipo de bombas acontece antes de tocar a terra para criar uma potente onda expansiva capaz de derrubar túneis e bunkers ao gerar um pequeno terremoto.

No vídeo é possível observar o avanço da onda expansiva em uma área montanhosa e remota do leste afegão na qual o EI, que chama a essa região da Ásia central de Khorasan (província de seu autoproclamado califado), tinha se fortalecido.

O ataque aconteceu ontem às 19h32 (horário local, 12h02 de Brasília). Segundo a informação repassada nesta sexta por um porta-voz do Ministério de Defesa afegão, Mohamed Radmanish, pelo menos 36 membros do EI morreram no ataque, que destruiu ainda uma importante instalação desse grupo terrorista.

O porta-voz da Casa Branca, Sean Spicer, indicou que o objetivo era acabar com um "sistema de túneis e cavernas" do EI no Afeganistão que "lhes permitia mover-se com liberdade e atacar com mais facilidade os assessores (militares) americanos e as forças afegãs".

A bomba, em serviço desde 2003, só tinha sido utilizada em testes e foi elaborada não só para destruir bunkers e túneis, mas como arma psicológica, pelo impacto que deixa nos sobreviventes. / EFE

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