Federico Parra / AFP
Federico Parra / AFP

EUA diz que prisão de opositor acusado de suposto atentado contra Maduro é 'ilegal'

Departamento de Estado americano afirmou que nova escalada de repressão na Venezuela é 'o mais recente exemplo de uma longa litania de abusos de direitos humanos'

O Estado de S.Paulo

12 Agosto 2018 | 02h26

WASHINGTON - O Departamento de Estado americano classificou como "ilegal" a prisão do parlamentar Juan Requesens, opositor a Nicolás Maduro, acusado de orquestrar o suposto atentado contra o presidente venezuelano. A pasta também afirmou que a nova escalada de repressão na Venezuela "é o mais recente exemplo de uma longa litania de abusos de direitos humanos".

"Maduro e sua polícia continuam a ignorar as leis na prisão e detenção ilegal de Juan Requesens, membro da Assembleia Nacional constitucionalmente eleito", escreveu Francisco Palmieri, o secretário de Estado ajunto para América Latina, em rede social.

 

O governo venezuelano acusa Requesens de ser um dos responsáveis pelo suposto atentado com drones carregados com explosivos ocorrido em 4 de agosto. Maduro discursava durante um ato militar quando foi interrompido pelas explosões. O presidente afirma que caso se trata de uma tentativa de "magnicídio".

Na terça-feira, 7, Requesens e sua irmã foram detidos em casa por agentes da inteligência venezuelana, a Sebin. Em vídeo divulgado pelo Ministro de Comunicações, Jorge Rodríguez, o deputado supostamente confessa ter tido contato com Juan Monasterios, um dos acusados de conduzir o atentado. O governo diz que Requesens participou de um complô com o ex-presidente da Assembleia Nacional, Juan Borges, atualmente exilado na Colômbia, para matar Maduro. 

O vídeo foi contestado pela família de Requesens, que alega a possibilidade do parlamentar ter sido drogado ou torturado até concordar em se incriminar. 

Em discurso neste sábado, 11, Maduro afirmou que o atentado foi planejado pelos opositores, com apoio do ex-presidente colombiano Juan Manuel Santos, e conduzido por integrantes da extrema-direita. O presidente pediu ajuda aos Estados Unidos para capturar os "assassinos" e indicou estar aberto a receber agentes do FBI para auxiliar as investigações.

Até o momento, a Casa Branca se limitou a rebater acusações de seu envolvimento no caso e condenar toda forma de violência. //EFE

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