EUA dizem que ação na Líbia não tem data para acabar

O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Robert Gates, disse hoje que não há um "cronograma" prevendo um fim para a operação militar apoiada pela Organização das Nações Unidas (ONU) na Líbia.

AE, Agência Estado

23 de março de 2011 | 14h32

"A zona de exclusão aérea não é por um tempo limitado, segundo a resolução aprovada pelo Conselho de Segurança. Então eu penso que não há um cronograma em termos de quando ela acabará", disse Gates a jornalistas, no Egito.

Também hoje, a imprensa estatal chinesa criticou os ataques militares internacionais na Líbia. Segundo o jornal Global Times, essas ações mascaram um interesse das potências ocidentais em buscar petróleo e poder no mundo. "A incursão aérea é primariamente uma decisão política tomada por umas poucas potências ocidentais, e a primeira mensagem que ela manda é que as potências ocidentais ainda são os juízes e executores em nível global", afirmou o editorial do periódico. "O Ocidente tem dominado o mundo há séculos e manter o domínio mundial ainda segue como seu principal interesse".

A edição chinesa do diário afirmou ainda que o fato de a França liderar o esforço internacional deve-se a seus próprios interesses na Líbia, à sua posição global e ao desejo do presidente Nicolas Sarkozy de se reeleger. "A intervenção ocidental contra a Líbia deveria ser estritamente limitada. A excessiva intervenção delas (potências) precisa ser condenada".

A China tem criticado a operação militar na Líbia, apesar de não ter vetado a resolução no Conselho de Segurança, direito que teria como membro permanente no órgão. Os ataques aéreos, liderados por EUA, França e Reino Unido, começaram no sábado, no âmbito da resolução da ONU para que se protejam os civis na Líbia de ataques das forças de Muamar Kadafi.

A China, frequentemente criticada por desrespeitar os direitos humanos e por seu tratamento a minorias, geralmente se opõe a interferências em assuntos de outros países. As informações são da Dow Jones.

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