EUA dizem que consultarão Congresso e aliados sobre ataque ao Iraque

O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, e o vice, Dick Cheney, amenizaram nesta quinta-feira as posições sobre um eventual ataque ao Iraque e defenderam a realização de consultas ao Congresso e aos países aliados. Bush afirmou que realizará "amplas consultas" com o Congresso e com os aliados antes de ordenar um ataque. No começo da semana, especialistas jurídicos da Casa Branca concluíram que Bush não precisa de autorização do Legislativo para ordenar uma ofensiva. Politicamente, no entanto, lançar uma ação militar sem consultar os congressistas poderia causar problemas para Bush. "Democracias não vão à guerra levianamente", disse um deputado norte-americano, sob a condição de não ter o nome divulgado. Em San Antonio, no Texas, o vice-presidente Dick Cheney repetiu quase palavra por palavra o discurso que fez na segunda-feira, no qual defendeu a tese de que os EUA deveriam atacar o presidente iraquiano Saddam Hussein o mais rápido possível, para evitar que ele obtenha armas de destruição em massa. Desta vez, porém, ele defendeu a realização de consultas aos governos aliados.

Agencia Estado,

29 Agosto 2002 | 22h10

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