EUA dizem que discurso de Al-Assad aos sírios foi 'aquém do esperado'

Departamento de Estado critica presidente da Síria e volta a pedir reformas imediatas

Associated Press

30 Março 2011 | 16h22

WASHINGTON - O governo dos EUA criticou o presidente da Síria, Bashar Al-Assad, por seu discurso proferido nesta quarta-feira, 30. Washington desaprovou as acusações do sírio de que "conspiradores" estariam por trás dos protestos no país árabe e afirmou que ele está ignorando os pedidos de reformas políticas da população.

 

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Mark Toner, porta-voz do Departamento de Estado americano, afirmou que o discurso de Al-Assad "ficou aquém" do esperado do povo sírio, que era o anúncio de mudanças econômicas e democráticas no país. Toner disse que as leis de emergência devem ser revogadas imediatamente e que os EUA estão preocupados com a violência dos protestos. Ainda segundo o porta-voz, o discurso do líder sírio "não teve consistência".

 

 

Pouco tempo depois do discurso do presidente sírio, moradores da cidade de Latakia, no oeste da Síria, disseram que as tropas do governo dispararam contra uma manifestação de cerca de cem pessoas. Não ficou claro que os disparos foram para o alto ou tiveram o grupo como alvo. Também não há informações sobre feridos.

 

O discurso de Al-Assad foi o primeiro sobre a onda de protestos que atinge o país. O presidente disse que as manifestações são parte de uma conspiração mundial contra Damasco. Após prometer mais abertura política no começo da semana, esperava-se que ele anunciasse o fim do estado de exceção no país, em vigor há mais de 40 anos.

 

O discurso, que ocorreu perante o Parlamento sírio, não citou em nenhum momento o fim das leis emergenciais. Assad assumiu que fez promessas e que não pôde cumpri-las. "Tentamos atender as demandas do povo, mas não podemos apoiar o caos", falou o presidente sírio, em meio a palmas e mensagens de apoio dos parlamentares.

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