EUA dizem que estado de emergência no Paquistão é frustrante

Aliada de Musharraf, Casa Branca exige que presidente cumpra promessas de fazer eleições livres em 2008

REUTERS

03 de novembro de 2007 | 16h18

Os Estados Unidos disseram neste sábado, 2, que é frustrante a declaração de estado de emergência do presidente do Paquistão, Pervez Musharraf, e exigiu que ele cumpra suas promessas de fazer eleições livres no começo do próximo ano.   Veja também: Presidente paquistanês suspende Constituição do país Crise política no Paquistão atinge sua pior fase Depois de golpe em 1999, Musharraf suspende Constituição Rice diz que estado de emergência no Paquistão é 'lamentável' Musharraf nomeia novo presidente da Suprema Corte   Neste sábado, o presidente suspendeu a Constituição do país, interrompeu as transmissões de redes de televisão e rádio privadas, e nomeou um novo presidente para a Suprema Corte. A manobra ocorre pouco tempo depois do juiz Iftikhar Chaudhry e outros oito colegas declararem ilegal e inconstitucional a nova ordem imposta pelo regime de Musharraf para concorrer à reeleição no próximo mês enquanto continua dirigindo o Exército.   "Esta ação é muito frustrante", disse o porta-voz do Conselho Nacional da Casa Branca, Gordon Johndroe. "O presidente Musharraf precisa garantir suas promessas de fazer eleições justas e livres", completou. Os EUA apóiam o regime de Musharraf, cujo país possui armas nucleares.   Especialistas vêem a manobra de Musharraf como uma tentativa de reafirmar sua autoridade contra rivais políticos e militantes islâmicos.   A secretária de Estado dos Estados unidos, grandes aliados do Paquistão no Oriente Médio, disse neste sábado, durante visita à Turquia, que é "muito lamentável" a decisão de Musharraf. Ela ressaltou esperar que a intenção do ato seja garantir eleições livres e justas.   O Reino Unido também expressou, neste sábado, que está "gravemente preocupado" pela decretação de estado de emergência no país. O chanceler David Miliband confirmou que existem ameaças contra a paz e a segurança no Paquistão.   Em comunicado, ele ressaltou que é preciso fortalecer "a democracia e o estado de direito para alcançar os objetivos de estabilidade, desenvolvimento e luta contra o terrorismo". "Estou gravemente preocupado porque as medidas adotadas afastam o paquistão desses objetivos."   Líderes indianos também expressaram seu lamento pela decisão de Musharraf de decretar estado de emergência e suspender a Constituição. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores afirmou que a Índia "entende as dificuldades pelas quais passam o Paquistão. "Acreditamos que brevemente as condições de normalidade vão voltar e o Paquistão continuará rumando à estabilidade e à democracia."

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