EUA dizem que não vão fugir de reuniões com Síria ou Irã

Os Estados Unidos disseram na quinta-feira que não vão fugir de negociações bilaterais com o Irã e a Síria numa conferência sobre o Iraque que acontece no fim de semana em Bagdá, se algum dos dois países mostrar a intenção de discutir a estabilização do país. "Se formos abordados pelos sírios ou pelos iranianos para discutir uma questão relacionada ao Iraque que seja relevante para o tema - um Iraque estável, seguro, democrático e em paz -, não vamos dar as costas", disse a repórteres David Satterfield, coordenador do Departamento de Estado para o Iraque. Ele disse, porém, que a possibilidade de tais negociações dependerá da posição da Síria e do Irã na conferência de sábado, que reunirá os vizinhos do Iraque e os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU -- Grã-Bretanha, China, França, Rússia e Estados Unidos. Os EUA, que não mantêm relações diplomáticas com o Irã, sempre resistiram a ter reuniões bilaterais com o país. Satterfield, que vai à conferência junto com o embaixador nos EUA no Iraque, Zalmay Khalilzad, que está deixando o posto, não quis dizer com certeza de as autoridades norte-americanas vão ou não estar dispostas a conversar com os iranianos ou os sírios na conferência. "Depende de como as discussões evoluírem, e não somos o único lado envolvido nas discussões. O que os iranianos e os sírios quiserem fazer também vai ser importante," disse ele a repórteres.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.