JEAN-CHRISTOPHE BOTT/EFE
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EUA dizem que perna quebrada de Kerry não atrapalha negociação com Irã

Com o prazo de fim de junho para um acordo com Teerã se aproximando, Kerry, de 71 anos, deixou Genebra a bordo de um avião militar dos Estados Unidos

O Estado de S.Paulo

01 de junho de 2015 | 18h49

WASHINGTON - O secretário de Estado americano, John Kerry, chegou nesta segunda-feira, 1º, a Boston, voltando de Genebra, na Suíça, para ser submetido a uma cirurgia em sua perna quebrada. Kerry quebrou o fêmur direito ao cair da bicicleta na França, no domingo. Autoridades dos Estados Unidos insistiram, porém, que o acidente com ele não ameaça sua participação nas negociações nucleares com o Irã.

Com o prazo de fim de junho para um acordo com Teerã se aproximando, Kerry, de 71 anos, deixou Genebra a bordo de um avião militar dos Estados Unidos. Um amante do ciclismo, Kerry já passou por uma cirurgia no quadril há vários anos. Agora, a fratura foi perto do quadril, gerando especulação de que Kerry não pudesse mais se envolver nas negociações.

O Departamento do Estado rechaçou essas informações, dizendo que Kerry está comprometido com um "calendário agressivo de recuperação" e passou boa parte do domingo e da segunda-feira ao telefone com colegas, incluindo o presidente Barack Obama e ministros das Relações Exteriores da França, da Espanha e do Irã. No sábado, Kerry passou seis horas reunido com o ministro das Relações Exteriores iraniano, Javad Zarif, antes do acidente. O secretário espera participar pessoalmente das próximas rodadas de negociações com o Irã.

Já o ministro das Relações Exteriores da França, Laurent Fabius, disse que um possível acordo nuclear com o Irã poderia gerar uma corrida por armas nucleares no Oriente Médio, a menos que Teerã permita que inspetores internacionais tenham acesso a bases militares iranianas e outras áreas secretas ligadas ao programa nuclear do país. Em entrevista ao Wall Street Journal, Fabius insistiu que a autorização para inspecionar esses lugares deve ser parte de um acordo final. / Associated Press e Dow Jones Newswires.

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