EUA dizem que podem ajudar insurgentes na Líbia

Os Estados Unidos afirmaram estar preparados para oferecer "qualquer tipo de assistência" aos líbios que desejam derrubar o regime de Muamar Kadafi. Forças contrárias ao governante tomaram várias cidades no oeste do país e ameaçam seguir até Trípoli. A secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, uniu-se aos apelos pela renúncia de Kadafi, que incluem o apelo do presidente dos EUA, Barack Obama.

AE, Agência Estado

28 de fevereiro de 2011 | 09h32

"Nós estamos apenas no começo do que ocorrerá após Kadafi", disse ontem Hillary. "Primeiro nós precisamos ver o fim desse regime, sem mais banhos de sangue", afirmou ela, notando que Washington espera a queda do governante "o mais rápido possível". Hoje a secretária de Estado se encontra com a Alta Comissária da Organização das Nações Unidas (ONU) para Direitos Humanos, Navi Pillay. Também terá conversas bilaterais com vários chanceleres sobre a crise na Líbia.

O jornal The New York Times informou na noite de ontem que funcionários europeus discutem planos para impor uma zona de restrição aérea sobre a Líbia, a fim de se evitar a morte de mais civis por tropas leais a Kadafi.

O ministro das Relações Exteriores da Itália, Franco Frattini, disse ontem que um tratado de amizade firmado entre a Itália e a Líbia em 2008 estava "suspenso de facto". Segundo o jornal britânico The Times, o acordo inclui uma cláusula de não agressão que, para alguns analistas, complica a posição da Itália, caso ocorra uma intervenção militar na Líbia.

Funcionários dos EUA afirmaram ontem que avaliam se os militares podem interromper a comunicação na Líbia, para que Kadafi não consiga transmitir mensagens à população, disse o jornal. O Conselho de Segurança da ONU impôs proibição a viagens e congelou ativos de pessoas do governo da Líbia.

Investigação

O promotor Luis Moreno-Ocampo, do Tribunal Penal Internacional (TPI), anunciou hoje uma investigação preliminar sobre possíveis crimes contra a humanidade cometidos na Líbia. O anúncio é feito após um pedido de investigação feito pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas. "O escritório está atualmente apurando as alegações de ataques disseminados ou sistemáticos contra a população civil", disse Moreno-Ocampo a jornalistas em Haia.

O Conselho de Segurança da ONU enviou no sábado a situação da Líbia para o TPI. O CS notou que "ataques disseminados e sistemáticos atualmente ocorrem contra a população civil, o que pode representar crimes contra a humanidade". As informações são da Dow Jones.

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