EUA dizem que responderão a ameaças da Coreia do Norte

Sul-coreanos afirmam que Pyongyang transporta míssil intercontinental para lançamento em junho

30 de maio de 2009 | 09h27

A Coreia do Norte está preparando o lançamento de um míssil intercontinental, levando em conta os movimentos detectados em instalações militares, disseram fontes anônimas citadas neste sábado, 30, pela agência sul-coreana Yonhap. As mesmas fontes asseguram que a Coreia do Sul possui imagens de satélite de um trem de carga que transporta o que poderia ser um míssil de longo alcance nas cercanias de Pyongyang. O secretário americano de Defesa, Robert Gates, disse em Cingapura que os EUA não aceitarão uma Coreia do Norte nuclear. Gates assegurou também que os EUA responderão "rapidamente" se as ambições nucleares da Coreia do Norte representarem uma ameaça para a América ou seus aliados na Ásia.

 

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Tanto Coreia do Sul como Estados Unidos acreditam que o regime comunista de Pyongyang estaria preparando o lançamento de um míssil intercontinental tipo Taepodong capaz de atingir em teoria o Alasca e o Havaí. "Não ficaremos parados enquanto Pyongyang desenvolve sua capacidade para semear a destruição", disse Gates durante reunião de ministros de Defesa. Segundo especialistas, Washington não vê opção militar satisfatória, em parte porque Pyongyang dispõe de um enorme poder de fogo dirigido aos seus vizinhos sul-coreanos, mas também porque o país pode facilmente dissimular suas armas e elementos do seu programa nuclear.

 

Segundo a Yonhap, a preparação para o lançamento levaria cerca de dois meses, mas o especialista assinalou que o processo poderia terminar em duas semanas, com o lançamento acontecendo em meados de junho. Além disso, outras fontes da Defesa consultadas pela agência de notícias revelaram que foram detectados movimentos em uma fábrica de armamento norte-coreana utilizada normalmente para a fabricação de mísseis.

 

O movimento é similar ao que ocorreu durante os trabalhos prévios ao lançamento, no mês passado, de um míssil Taepodong-2, capaz de atingir o Alasca. Sem fornecer detalhes, os americanos lembraram que os EUA estão monitorando de perto as bases de mísseis norte-coreanas, assim como outras instalações militares.

 

Como responder aos testes da Coreia do Norte é um dos principais assuntos da conferência, que reúne autoridades de defesa e segurança da Ásia e da região do Pacífico. O ministro da Defesa da Coreia do Sul, Lee Sang-hee, disse que os testes são "uma séria ameaça". Mesmo a China, que anteriormente ignorou as sanções das Nações Unidas para punir a Coreia do Norte após os testes atômicos de 2006, apoiou as declarações. "Como vizinho próximo da Coreia do Norte, a China tem expressado uma oposição firme e grande preocupação com o teste nuclear (de segunda-feira)", disse o major-general Ma Xiaotian, o segundo homem mais importante na hierarquia do Exército chinês.

 

Com um Exército de mais de 1 milhão de soldados e um vasto arsenal de artilharia e mísseis apontado para a Coreia do Sul e para o Japão, o regime norte-coreano poderia provocar um massacre em represália a um ataque preventivo. As vítimas chegariam às centenas de milhares, provavelmente desde os primeiros dias de um eventual conflito, garantem os especialistas. "Se tiver início uma guerra de proporções consideráveis, as baixas seriam inimagináveis", disse Chaibong Hahm, principal cientista político da Corporação Rand, um centro de estudos estratégicos com sede na Califórnia. "Afinal de contas, ninguém duvida que as forças americanas e sul-coreanas seriam vitoriosas. Mas a questão é: a que preço?".

 

Como responder aos testes da Coreia do Norte é um dos principais assuntos da conferência, que reúne autoridades de defesa e segurança da Ásia e da região do Pacífico. O ministro da Defesa da Coreia do Sul, Lee Sang-hee, disse que os testes são "uma séria ameaça". Mesmo a China, que anteriormente ignorou as sanções das Nações Unidas para punir a Coreia do Norte após os testes atômicos de 2006, apoiou as declarações. "Como vizinho próximo da Coreia do Norte, a China tem expressado uma oposição firme e grande preocupação com o teste nuclear (de segunda-feira)", disse o major-general Ma Xiaotian, o segundo homem mais importante na hierarquia do Exército chinês.

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