EUA dizem que suspeito de ataque na Líbia é extremista

O militante da Líbia que está sob custódia nos EUA expressou preocupação e oposição à presença norte-americana em Benghazi dias antes dos ataques de 2012, afirmou o governo norte-americano. Segundo documento apresentado pela procuradoria federal dos EUA, Ahmed Abu Khattala foi motivado a praticar atos violentos pela ideologia extremista.

AE, Agência Estado

02 de julho de 2014 | 00h26

Khattala é suspeito de participar do ataque e comparecerá a uma audiência a um tribunal norte-americano nesta quarta-feira. Ele será o primeiro a enfrentar alguma acusação pelos ataques de 11 de setembro de 2012, quando quatro norte-americanos, incluindo um embaixador na Líbia, foram mortos em Benghazi.

Na versão dos procuradores, na noite do ataque ao consulado homens identificados como associados a Khattala invadiram os portões do complexo e entraram no local, provocando incêndios que eventualmente mataram o embaixador. Em seguida, ele retornou a um acampamento controlado pelo Ansar al-Shariah, onde um grande grupo armado começou a discutir um segundo ataque à instalação, acrescentaram os procuradores.

O Ansar al-Shariah é considerado, pelo Departamento de Estado dos EUA, uma organização terrorista. Khattala é um comandante da brigada Abu Obaida bin Jarrah, grupo extremista que foi absorvido pelo Ansar al-Shariah após a recente revolução na Líbia, afirma a acusação. Fonte: Associated Press.

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