Jane Rosenberg / Reuters
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EUA dizem que suspeito era 'homem de Bin Laden' em Londres

Sob julgamento por acusações de terrorismo, Khalid al-Fawwaz, de 52 anos, pode pegar pena de prisão perpétua se condenado

O Estado de S. Paulo

18 de fevereiro de 2015 | 20h49

NOVA YORK - Um promotor americano pediu a um júri nesta quarta-feira, 18, para condenar um saudita por conspiração com a Al-Qaeda nos anos 90 quando ele teria coordenado um campo de treinamento no Afeganistão e servido como agente de Osama bin Laden em Londres.

Perto do fim de um mês de julgamento de Khalid al-Fawwaz, o promotor-assistente Sean Buckley disse aos jurados em suas considerações finais que ele viu provas suficientes para condenar Fawwaz de quatro acusações de terrorismo.

"Khalid al-Fawwaz fez tudo o que a Al-Qaeda pediu", disse Buckley na Corte federal de Manhattan. Sob o olhar de Fawwaz, Buckley chamou-o de "homem de Bin Laden" em Londres.As acusações incluem participar da conspiração de anos da Al-Qaeda para matar americanos.


Fawwaz não é acusado de assassinato, mas os promotores dizem que ele forneceu apoio substancial que abriu caminho para ataques como os de 1998 nas embaixadas americanas do Quênia e da Tanzânia. Esses ataques mataram 224 pessoas e feriram milhares.

Em 1998, Fawwaz ajudou a redigir uma declaração pedindo as mortes de civis americanos, disse Buckley, citando o que ele disse ser citações de conversas grampeadas da época.

Os advogados de defesa de Fawwaz, que farão suas declarações finais na quinta-feira, descreveram-no como um dissidente pacífico que abomina violência como meio de alcançar objetivos políticos.

Fawwaz, de 52 anos, foi preso em 1998 em Londres e levado aos EUA em 2012, após uma longa batalha por sua extradição. Ele pode ser sentenciado a prisão perpétua se for condenado.

As deliberações do júri começam na segunda-feira, se o cronograma estabelecido pelo juiz Lewis Kaplan for observado. / REUTERS

 

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