REUTERS/Jonathan Ernst
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EUA dizem que suspensão de manobras é uma chance para dialogar com Pyongyang

Donald Trump e Kim Jong-un assinaram em Cingapura uma declaração onde concordaram em abrir uma nova etapa de relações

O Estado de S.Paulo

28 de junho de 2018 | 05h12

SEUL - O secretário de Defesa dos Estados Unidos, James Mattis, disse nesta quinta-feira, 28, em Seul, que a suspensão das manobras conjuntas entre Coreia do Sul e EUA cria uma "grande oportunidade" para dialogar com Pyongyang sobre sua possível desnuclearização.

A recente decisão de suspender o Exercício Ulchi Freedom Guardian, prevista para agosto, "cria uma grande oportunidade para nossos diplomatas negociarem, aumentando a possibilidade de conseguir uma solução pacífica para a península coreana", disse Mattis, depois de se reunir com ministro da Defesa da Coreia do Sul, Song Young-moo.

Uma semana depois da cúpula realizada em Cingapura entre os EUA e a Coreia do Norte, os aliados anunciaram que estavam suspendendo indefinidamente estas manobras - consideradas por Pyongyang como um teste para invasão - como gesto de boa vontade com o regime, que já em abril anunciou que congelava seu teste nuclear e de mísseis.

No entanto, a decisão provocou especulações sobre o futuro da aliança militar e a capacidade de preparação das forças combinadas, assim como a própria continuidade de tropas dos EUA em solo sul-coreano sem que o regime tenha mostrado ainda um verdadeiro compromisso com a desnuclearização.

Nesse sentido, ressaltou Mattis na entrevista coletiva após o encontro com Song, que não há nenhum plano para retirar parte dos 28,5 mil soldados na Coreia do Sul e que a aliança segue intacta.

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"O compromisso dos EUA com a República da Coreia (nome oficial do país) segue blindado", disse Mattis, em declarações divulgadas pela agência "Yonhap", antes de especificar que "isso inclui manter o atual volume de forças dos EUA na península coreana".

Por sua vez, o secretário de Defesa insistiu que Washington está decidido em conseguir a "desnuclearização total" inicialmente prometida por Pyongyang na cúpula do último dia 12, em Singapura. "Nossos diplomatas continuam trabalhando para a completa, verificável e irreversível desnuclearização da Coreia do Norte", afirmou.

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O presidente dos EUA, Donald Trump, e o líder norte-coreano, Kim Jong-un, assinaram em Cingapura uma declaração onde concordaram em abrir uma nova etapa de relações e que Pyongyang abandonaria seu programa nuclear em troca de que Washington garanta a segurança do regime. /EFE

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