EUA dizem que Taleban e Al-Qaeda têm 50 mil combatentes em terra

Pelo menos 71 civis afegãos morreram em razão dos intensos bombardeios dos EUA ao norte de Cabul contra a linha de frente do regime taleban, que, segundo Washington, é apoiado por 50.000 combatentes em terra. A televisão iraniana informou de Cabul que 71 civis afegãos morreram devido aos bombardeios a poucos quilômetros da capital afegã, embora não tenha confirmado se esse número incluía as vítimas das superbombas "Corta-Margaridas", que têm um alcance de destruição de 500 metros. Em Washington, o chefe do Pentágono, Donald Rumsfeld, afirmou que "muitos combatentes talebans e da Al-Qaeda foram eliminados". Rumsfeld sustentou que o número total de combatentes contra a opositora Aliança do Norte - os milicianos talebans, no poder desde 1996, e os "árabes afegãos" da Al-Qaeda de Bin Laden - oscila entre 40.000 e 50.000. Em entrevista à imprensa, o chefe do Pentágono se negou a responder sobre se os EUA perderam o apoio do Paquistão, já que o presidente Pervez Musharraf insistiu em que sejam suspensos os bombardeios durante o Ramadã, mês sagrado muçulmano que começa em 17 de novembro. Ao fazer um balanço da operação "Liberdade Duradoura", iniciada em 7 de outubro, o comandante das operações anglo-americanas na região, general Tommy Franks, indicou que os ataques com aviões prosseguirão "durante o tempo que for necessário" e durante as 24 horas de cada dia, apesar da chegada do inverno na Ásia Central. Mas os danos contra o regime do mulá Mohammed Omar e contra a rede Al-Qaeda não parecem ter sido suficientes para levar em breve à vitória a coalizão liderada por Washington após os ataques nos EUA em 11 de setembro. A Marinha dos EUA anunciou ter mobilizado desde San Diego, na Califórnia, até o Mar Arábico o porta-aviões "Stenmis", enquanto o porta-helicópteros "Peleliu" foi destinado a proteger a reunião de Doha, no Catar, da Organização Mundial de Comércio (OMC). O Pentágono reconheceu hoje a morte de um quarto militar na operação "Liberdade Duradoura". Trata-se de um marinheiro a bordo do porta-aviões "Kitty Hawk" que caiu no mar ao largo da costa do Paquistão. Outros dois haviam morrido na queda de um helicóptero no Paquistão, após uma operação dos "rangers" no sul afegão em 20 de outubro, e um terceiro em um acidente na base de Catar. Em Islamabad, o embaixador taleban no Paquistão, Abdul Salam Zaeef, informou que 100 soldados americanos morreram no Afeganistão, e denunciou que 1.500 civis afegãos morreram desde o início dos bombardeios. Nesse sentido, o jornal paquistanês Frontier Post informou que a base aérea paquistanesa de Jacobabad recebeu 26 cadáveres de soldados americanos para serem enviados a Washington. Segundo o jornal, os militares faziam parte de um comando que entrou em Kandahar na última segunda-feira par atacar um suposto esconderijo de Bin Laden - operação cujo resultado foi negativo. O Taleban também anunciou ter derrubado um avião B-52 com 45 soldados americanos a bordo, mas foi desmentido pelo Pentágono. Leia o especial

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