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EUA dizem ter matado vice-líder do Estado Islâmico em ataque aéreo no Iraque

Fadhil Ahmad al-Hayali estava em um veículo atingido perto da cidade de Mossul; responsável pela atividades de mídia do grupo também foi morto no mesmo bombardeio

O Estado de S. Paulo

21 de agosto de 2015 | 16h58

WASHINGTON - A Casa Branca informou nesta sexta-feira, 21, que o "número dois" do grupo terrorista Estado Islâmico (EI), Fadhil Ahmad al-Hayali - também conhecido como Haji Mutaz -, morreu em um ataque aéreo das forças dos Estados Unidos no último dia 18 perto da cidade de Mossul, no Iraque.

"Fadhil Ahmad al-Hayali foi morto em um ataque aéreo dos EUA no dia 18 de agosto enquanto viaja em um carro perto de Mossul, junto com o responsável pela atividades de mídia do grupo conhecido como Abu Abdullah", afirmou, em comunicado, o porta-voz do Conselho de Segurança Nacional da Casa Branca, Ned Price.

De acordo com o texto, Hayali era "o segundo no comando do grupo terrorista" e também um dos coordenadores do movimento de "grandes quantidades de armas, explosivos, veículos e pessoas entre Iraque e Síria".

"(Ele) respaldava as operações do EI nos dois países - Síria e Iraque - e estava encarregado das operações do grupo no Iraque, onde foi peça fundamental no planejamento de operações nos últimos dois anos, incluindo a ofensiva que tomou o controle da cidade de Mossul, em junho de 2014", explicou Price.

Especialistas sugerem, no entanto, que a morte de Hayali deve ser vista com cautela quanto ao impacto que causará nas operações do grupo. "Minha experiência observado o Estado Islâmico sugere que ele tem a habilidade de promover pessoas para posições de comando quando outros líderes são mortos", diz Seth Jones, ex-funcionário do Pentágono que atua na RAND Corporation.

Como muito líderes jihadistas no Iraque, antes de se unir ao Estado Islâmico Hayali tinha pertencido à ramificação no país da Al-Qaeda. 

Os Estados Unidos coordenam uma coalizão internacional que executa ataque aéreos diários contra alvos do grupo terrorista nas áreas do autodeclarado califado, em território da Síria e do Iraque. No mês passado, um ataque de um drone americano matou outro membro de alto escalão do grupo em seu esconderijo, em Raqqa. / EFE, AFP e REUTERS

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