Denis Balibouse/Reuters
Denis Balibouse/Reuters

Cronologia: a relação tensa de EUA e Coreia do Norte

Tensões entre os dois países oscilam há 70 anos

O Estado de S.Paulo

03 Setembro 2017 | 15h15
Atualizado 03 Setembro 2017 | 19h16

Desde a Guerra da Coreia, EUA e Pyongyang têm relações marcadas por fortes tensões:

Península dividida:

Após 1945 a Coreia se divide entre a do Norte, governada por Kim Il-Sung com apoio soviético, e a do Sul, protegida pelos EUA. Em junho de 1950, o Norte invade o Sul com apoio da China e da União Soviética, mas uma coalizão liderada por Washington retoma Seul. Em julho de 1953, é assinado um armistício que nunca chega a ser convertido em tratado de paz.

Crise de espionagem:

Em janeiro de 1968, a Coreia do Norte captura o navio de espionagem americano USS Pueblo alegando violação das águas territoriais. Seus 83 tripulantes são liberados após 11 meses de detenção. Em 1969, a Coreia do Norte derruba um avião de reconhecimento americano. 

Contatos:

Em junho de 1994, o ex-presidente americano Jimmy Carter realiza uma viagem inédita à Coreia do Norte. Em outubro, três meses depois da morte de Kim Il-Sung, sucedido pelo filho Kim Jong-il, Pyongyang e Washington assinam um acordo bilateral: a Coreia do Norte se compromete e desmantelar seu programa nuclear militar em troca de ajuda para a construção de reatores civis. 

Em agosto de 1998, a Coreia do Norte lança um míssil balístico de longo alcance. Mas, um ano depois, Kim Jong-il decreta uma moratória de seus testes de mísseis e Washington alivia as tensões. 

'Eixo do mal':

Em janeiro de 2002, o presidente George W. Bush qualifica Coreia do Norte, Iraque e Irã como o "eixo do mal". Em outubro, Washington acusa Pyongyang de conduzir um programa secreto de urânio altamente enriquecido, violando o acordo de 1994. 

Em agosto de 2004, Pyongyang declara "impossível" participar das negociações com os EUA sobre seu programa nuclear, chamando Bush de "tirano".

Em 2006, a Coreia do Norte realiza seu primeiro teste nuclear. 

Saída da lista negra:

Em outubro de 2008, Washington tira Pyongyang da lista negra de países que apoiam o terrorismo, na qual figurava desde 1988. Em troca, os EUA poderiam controlar "todas as instalações nucleares" do regime. 

Americanos detidos:

Em janeiro de 2016, o estudante americano Otto Warmbier é preso e condenado a 15 anos de trabalhos forçados pelo roubo de um cartaz político. Ele morre em junho de 2017, uma semana depois de ter sido repatriado em estado de coma. Vários americanos ficaram detidos na Coreia do Norte durante anos antes de recuperar sua liberdade. Três continuam presos. 

Trump e Kim:

Em 2 de janeiro de 2017, Donald Trump afirma que a Coreia do Norte nunca vai conseguir desenvolver uma arma nuclear capaz de alcançar o território americano. Em julho, Pyongyang realiza dois lançamentos de mísseis intercontinentais: 

Em 29 de agosto, Pyongyang lança um míssil balístico que sobrevoa o território japonês. 

Em 3 de setembro, os norte-coreanos realizam seu sexto teste nuclear, afirmando ter usado uma bomba de hidrogênio. / AFP

 

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