EUA e Afeganistão alinham pacto de segurança

Negociadores norte-americanos e afegãos teriam concluído uma proposta de um pacto de segurança para ser apresentado ao conselho tradicional na próxima semana, disse neste sábado (16) o presidente afegão Hamid Karzai. Ele salientou, porém, que ainda há divergências entre os dois países sobre o conteúdo final do acordo.

Agência Estado

16 de novembro de 2013 | 10h53

Sem a aprovação da Loya Jirga, uma reunião de milhares de figuras proeminentes de todo o país, o Afeganistão provavelmente vai se recusar a assinar o chamado Acordo Bilateral de Segurança, disse Karzai. E se a Loya Jirga não aprová-lo, o acordo continua a exigir um aval final do parlamento.

Autoridades dos EUA se recusaram a comentar sobre o que eles descreveram como um processo diplomático em curso. Karzai deu poucos detalhes a respeito de como e quando o projeto foi finalizado.

As negociações entre Afeganistão e EUA têm sido prolongadas. Em outubro, o secretário de Estado dos EUA, John Kerry, realizou uma visita surpresa para produzir os contornos de um acordo. Depois de uma longa reunião com Karzai, os dois anunciaram que tinham alcançado um acordo sobre os principais elementos do pacto.

O vasto documento incorpora o usual Acordo de Status das Forças de Proteção, que os Estados Unidos assinou com todos os países onde suas tropas estão posicionadas, juntamente com uma vasta gama de outras cláusulas. Ele cobre tudo, desde direitos aduaneiros sobre as importações de mercadorias dos EUA para as suas tropas e projetos em desenvolvimento à questões como se um membro do serviço dos EUA pode ser processado por crimes no Afeganistão.

"Como esta é uma discussão diplomática em curso, recusamos comentar sobre o estado do texto ou o processo que nos trouxe a este ponto", disse o porta-voz da Embaixada dos EUA em Cabul, Robert Hilton.

"O projeto está concluído", disse Karzai, acrescentando , porém, que "ainda há

alguns pontos especiais sendo discutidos ... Há ainda algumas diferenças".

Mais cedo, dois altos funcionários dos Estados Unidos disseram, na condição de anonimato, que o Afeganistão tinha buscado garantias de segurança específicas, particularmente contra as incursões transfronteiriças por rebeldes do vizinho Paquistão. Washington é cauteloso sobre os compromissos que poderiam levar a um conflito com o Paquistão.

A Loya Jirga, que começará na quinta-feira, deve envolver cerca de 3 mil pessoas, entre religiosos, parlamentares e figuras influentes. O debate está previsto para durar vários dias e os participantes provavelmente estarão profundamente divididos sobre assinatura do pacto. Fonte: Associated Press.

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