EUA e Alemanha pedem cessar-fogo na Ucrânia após acidente de avião

Aumenta pressão sobre milícias pró-Rússia acusadas por Kiev de derrubar o boeing 777 da Malaysia Airlines com um míssil terra-ar

O Estado de S. Paulo

18 de julho de 2014 | 09h17

" data-valor=" " />(Atualizada às 10h25) WASHINGTON - Os Estados Unidos e a Alemanha pediram nesta quinta-feira, 18, um cessar-fogo imediato na Ucrânia para garantir o acesso "seguro" ao local do acidente do voo MH17 da Malaysia Airlines, que caiu ontem no leste do país com 298 pessoas a bordo. Os governos da Austrália e da Grã-Bretanha defenderam uma investigação independente do acidente, o que aumentou a pressão sobre as milícias pró-Rússia acusadas por Kiev de terem derrubado o jato com um míssil terra-ar.

“Pedimos a todas as partes envolvidas, a Rússia, os separatistas pró-russos e a Ucrânia, que apoiem um cessar-fogo imediato”, afirmou em comunicado o porta-voz da Casa Branca, Josh Earnest. 

Ele enfatizou que a suspensão das hostilidades permitirá o acesso seguro e sem restrições dos investigadores internacionais ao local do acidente para facilitar a recuperação dos corpos. "Os EUA estão preparados para auxiliar, de forma imediata, qualquer investigação internacional, inclusive através de recursos oferecidos pelo Conselho Nacional de Segurança no Transporte (NTSB, sigla em inglês) e pelo FBI", garantiu Earnest.

A chanceler alemã, Angela Merkel, também pediu uma trégua. “Há muitos indícios de que o avião foi derrubado”, disse a líder alemã. “Precisamos investigar com muita seriedade.”

Os serviços de inteligência dos EUA consideram que o avião foi atingido por um míssil terra-ar, mas não puderam confirmar ainda a origem do projétil que derrubou a aeronave, segundo fontes de inteligência citadas pela emissora CNN e pelo jornal  The Washington Post.

O premiê australiano Tony Abbot chamou a reação russa ao acidente de “profundamente insatisfatória”. “ A reação inicial do embaixador russo foi culpar a Ucrânia”, criticou Abbot. “É muito importante agora impedir que a Rússia atrapalhe as investigações. 

O primeiro-ministro britânico David Cameron também defendeu investigações aprofundadas sobre o acidente. “Se foi mesmo derrubado, os responsáveis devem prestar contas”, afirmou.

O líder separatista Alexandre Borodai, autodeclarado primeiro-ministro da República Autônoma de Donetsk, descartou a hipótese de um cessar-fogo. "Não haverá cessar-fogo, mas permitiremos que os especialistas tenham acesso ao local da catástrofe."

Borodai disse que esteve em contato com autoridades da Holanda, de onde partiu o MH17, e da Malásia, que pedem a preservação da cena da tragédia. "Eles nos pedem para deixar o local como está, ou seja, por enquanto não mexeremos em nada."  / EFE e REUTERS

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