Don Mackinnon/AFP
Don Mackinnon/AFP

EUA querem fortalecer 'operações de interdição marítima' contra Pyongyang

Em uma reunião em Vancouver, Rex Tillerson afirmou que objetivo da medida é 'evitar transferências ilegais'

O Estado de S.Paulo

17 Janeiro 2018 | 05h03
Atualizado 17 Janeiro 2018 | 10h57

TORONTO, CANADÁ - O secretário de Estado dos EUA, Rex Tillerson, insistiu na terça-feira 16 que seu país não aceitará "uma Coreia do Norte com armas nucleares" e quer fortalecer as "operações de interdição marítima".

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Após a reunião em Vancouver, no Canadá, entre os 20 países que discutiram medidas contra Pyongyang pelo seu programa nuclear, Tillerson afirmou em entrevista coletiva que seu país procura "fortalecer as operações de interdição marítima global para evitar as transferências ilegais de navio para navio". "Quero que fique claro que não queremos interferir nas atividades marítimas legítimas", acrescentou.

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O secretário americano também disse que a única forma de a Coreia do Norte aceitar negociar seu programa nuclear é o país ser mais penalizado por suas ações. "Devemos aumentar o custo do comportamento do regime até que a Coreia do Norte venha a uma mesa de negociações crível", cujo objetivo será "a eliminação completa, verificável e irreversível" das armas nucleares.

Já a ministra das Relações Exteriores do Canadá, Chrystia Freeland, disse na conclusão da reunião: "Não buscamos uma mudança de regime (na Coreia do Norte) ou seu colapso". Ela acrescentou que os 20 países reunidos em Vancouver concordaram em "trabalhar lado a lado para que as sanções sejam estritamente executadas".

Questionado pelos jornalistas se os americanos deveriam temer uma guerra com a Coreia do Norte, Tillerson afirmou que "todos nós precisamos estar muito sóbrios e com uma mente clara sobre a situação atual". / EFE e AFP

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