EUA e aliados preparam 'medidas potenciais' contra Irã

Presidente norte-americano, Baraclk Obama, indicou que 'há semanas o Irã não dá sinais de querer dizer sim'

Efe

19 Novembro 2009 | 04h25

Nesta quinta-feira, 19, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, propôs a Coreia do Norte a dar "passos sérios" nas conversas para pôr fim a seu programa nuclear.Obama se expressou assim no transcurso de uma entrevista coletiva conjunta com o presidente sul-coreano, Lee Myung Bak, com quem se reuniu na última etapa de sua viagem pela Ásia.

 

Em suas declarações, o presidente americano indicou que "há semanas, Irã não dá sinais de querer dizer que sim" às propostas internacionais, bem porque isso faça parte de sua estratégia ou bem porque "se encontra emaranhado em sua própria retórica".

 

Mas a paciência do mundo não é infinita e por isso, indicou, EUA e seus aliados no grupo das seis potências que negocia com o Irã - Reino Unido, França, Alemanha, China e Rússia, além de Washington - "estamos abordando consequências" para Teerã.

 

"Ao longo das próximas semanas, apresentaremos um conjunto de medidas potenciais" que se aplicariam ao Irã se esse país continua arrastando os pés nas negociações e não aceita as propostas.

 

As seis potências instaram ao Irã a aceitar uma proposta pela qual a República Islâmica enviaria seu urânio enriquecido a baixo nível à Rússia, onde se refinaria a um grau suficiente para seu uso em um reator médico em Teerã, uma iniciativa que Obama descreveu como "criativa e sensata".

 

Até o momento o Irã não deu uma resposta clara. Segunda-feira, o Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) expressou sua preocupação porque o reator clandestino iraniano descoberto em Qom queria dizer que a República Islâmica siga ocultando parte de seu programa atômico.

 

Irã assegura que suas atividades nucleares têm como fim procurar energia elétrica a sua população, enquanto as potências internacionais suspeitam que esse programa tem fins militares.

 

Em suas declarações, Obama destacou hoje a "extraordinária unidade" da comunidade internacional neste aspecto. Durante sua viagem asiática, que conclui hoje, o presidente americano abordou o programa nuclear iraniano com a Rússia e China, em reuniões com os presidentes Dmitri Medvedev e Hu Jintao.

 

Medvedev indicou seu apoio à imposição de sanções se Teerã não aceita as novas propostas, enquanto a Casa Branca assegura que após as conversas com Hu estão convencidos que poderão contar com o respaldo chinês.

 

Em declarações na última terça-feira, 17, o diretor para a Ásia do Conselho de Segurança da Casa Branca, Jeffrey Bared, assegurou que "tenho confiança em que seja qual seja a direção na qual vamos, na qual tenhamos que ir, no final do ano os chineses seguirão fazendo parte da frente unificada do Grupo dos Seis".

 

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