Ben Nelms/Reuters
Ben Nelms/Reuters

EUA e aliados se reúnem no Canadá para discutir crise norte-coreana

Ausência de China e Rússia levanta dúvidas sobre a eficácia de qualquer acordo; Washington continua cético com relação a Kim Jong-un estar disposto a negociar seu programa de armas nucleares

O Estado de S.Paulo

16 Janeiro 2018 | 04h10
Atualizado 16 Janeiro 2018 | 10h20

VANCOUVER, CANADÁ - Ministros das Relações Exteriores e diplomatas de 20 países iniciaram na segunda-feira 15 conversas sobre os programas de mísseis e armas nucleares da Coreia do Norte, embora a ausência da China desperte dúvidas sobre a eficácia de qualquer acordo.

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A reunião de dois dias em Vancouver, no Canadá, convocada pelo país e pelos EUA, ocorre em meio a um certo alívio das tensões na península coreana, depois do encontro entre Norte e Sul. Na ocasião, Pyongyang aceitou enviar atletas para os Jogos de Inverno de Pyeongchang.

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Mas os EUA, que analisarão com seus aliados a eficácia das sanções atuais contra o regime norte-coreano, continuam céticos com relação ao líder Kim Jong-un estar disposto a negociar seu programa de armas nucleares.

O chamado Grupo de Vancouver é composto por 20 países que enviaram tropas ou ajuda humanitária ao Comando das Nações Unidas, que apoiou a Coreia do Sul na luta contra o Norte comunista e seus aliados durante a Guerra da Coreia (1950-1953).

Muitas pessoas questionam a utilidade de uma cúpula na qual a China, principal aliada de Pyongyang, e a Rússia estão ausentes. Mas funcionários asseguram que ambos os países, que têm poder de veto no Conselho de Segurança da ONU, receberão informações sobre a reunião em breve.

A cúpula de Vancouver começou na noite de segunda-feira com um jantar e várias reuniões bilaterais. Nesta terça-feira, 16, haverá um encontro completo para decidir os próximos passos.

Entre as propostas a serem consideradas, está o envio de navios de guerra ao Mar do Japão / Mar do Leste para deter e inspecionar barcos suspeitos com destino à Coreia do Norte, com o objetivo de fazer as sanções serem cumpridas.

Contudo, alguns países já advertiram que esses métodos poderiam aumentar ainda mais as tensões militares ou ser interpretados como um ato de guerra pelo regime de Kim. / AFP

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