EUA e Brasil: líderes globais, parceiros globais

Estou feliz por estar de volta ao País e ansioso para trabalhar; se continuarmos a construir nossa parceria estratégica, as possibilidades serão ilimitadas

É SECRETÁRIO DE ESTADO DOS EUA, JOHN , KERRY, ESPECIAL PARA O ESTADO, É SECRETÁRIO DE ESTADO DOS EUA, JOHN , KERRY, ESPECIAL PARA O ESTADO, O Estado de S.Paulo

11 de agosto de 2013 | 10h52

Há mais de duas décadas visitei o Brasil pela primeira vez como membro da delegação dos EUA que participou da Eco-92 no Rio - a primeira vez que a comunidade global reuniu-se para discutir as mudanças climáticas. Foi também nessa viagem que conheci uma mulher incrível, Teresa, cuja língua nativa é o português, que não muitos anos depois se tornou minha mulher. Juntos, nós desbravamos as belezas do Brasil - e, pela primeira vez, eu vi a impressionante capacidade brasileira de liderar no palco internacional.

Agora, volto ao Brasil como secretário de Estado do meu país - extremamente ciente da crescente influência do Brasil. O país tem mostrado ao mundo como instituições democráticas, inclusão social, mercados abertos e respeito por direitos humanos podem fazer uma nação progredir  - pacificamente - rumo a um futuro próspero. Esse reconhecimento foi refletido na escolha do Brasil para sediar não apenas a Copa do Mundo de 2014, mas também os Jogos Olímpicos de 2016.

À medida que o Brasil se junta aos Estados Unidos como uma das maiores economias democráticas do mundo, compartilhamos a responsabilidade de trabalhar juntos para enfrentar os enormes desafios globais.  São desafios que nenhum país pode resolver sozinho, desde  mudança climática e não proliferação até segurança alimentar, segurança energética e tráfico de drogas, armas e pessoas.

Nossa relação - acompanhada de perto pelo mundo - está no caminho certo. Cooperamos em questões como ciência, defesa, gerenciamento de desastres. O comércio entre nossos países atingiu US$ 75 bilhões por ano. A cada ano, centenas de milhares de pessoas viajam entre Estados Unidos e  Brasil. E os programas de intercâmbio "Ciência sem Fronteiras", da presidente Dilma Rousseff,  e "100.000 Strong in the  Americas", do presidente Barack Obama, estão cada vez mais promovendo entendimento comum e estimulando inovação e colaboração.

Como o vice-presidente Joe Biden deixou claro em sua visita ao Brasil recentemente, os dois países - não importa quão próximos sejam - nunca concordam em todos os assuntos. Garanto que os Estados Unidos levam as preocupações de seus parceiros muito a sério. Isso inclui as preocupações do Brasil a respeito das recentes divulgações sobre a Agência de Segurança Nacional. Ambos concordamos que precisamos encontrar uma forma de resolver esse assunto e avançar. O que está em jogo é demasiadamente importante para que deixemos essa questão nos desviar do claro momento de oportunidade que construímos rumo a uma relação estratégica ainda mais forte.

Estou feliz de estar de volta ao Brasil - e ansioso para trabalhar com o País à medida que ele continua a prosperar. O aumento do engajamento na arena global não confere somente prestígio e privilégio, mas também demanda responsabilidades reais.

Juntos, preparamos a base entre nossos governos, nossas economias e nossos povos para uma parceria estratégica digna desse nome. Se continuarmos a construir essa parceria estratégica, as possibilidades serão ilimitadas. Melhoraremos não só as vidas dos cidadãos que moram em nossas duas grandes nações, mas também as vidas daqueles que vivem no restante do mundo.

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