EUA e China anunciam acordo para prolongar vistos

Na esperança de melhorar as relações com a China, o presidente Barack Obama anunciou nesta segunda-feira que os dois países firmaram um acordo para prolongar a validade dos vistos emitidos para um período de até dez anos. Esse foi o primeiro de alguns novos acordos que Estados Unidos e China devem oficializar durante o Encontro para Cooperação Econômica Ásia-Pacífico realizado em Pequim nesta semana.

Estadão Conteúdo

10 Novembro 2014 | 09h07

A medida é válida para os vistos de turismo e negócios que, até então, possuíam validade máxima de um ano. Os documentos estudantis também foram estendidos, para cinco anos. A decisão não altera o tempo máximo em que norte-americanos e chineses poderão passar no território do país estrangeiro em cada viagem, mas desobriga os viajantes a solicitar novos vistos anualmente.

Apesar do tom amistoso no primeiro dia do evento, sinais indicam para um acirramento da competição econômica que dificulta as relações entre as duas potências. Horas antes do início do encontro, Obama reuniu líderes de outros 11 países participantes, excluindo China, para avançar nas negociações a respeito de um acordo comercial que pode ampliar a influência dos norte-americanos na região.

Os esforços de Obama para intensificar o diálogo econômico na Ásia têm sido elogiados, mas criam atrito com Pequim. Em resposta, a China organizou seu próprio acerto comercial com muitas das nações cortejadas por Washington. Ainda assim, Obama adotou um tom pacificador na abertura do evento.

"Queremos que a China vá bem. Nós competimos por negócios, mas também buscamos cooperar num grande espectro de desafios e oportunidades compartilhadas", afirmou o presidente norte-americano. Dentre eles está a preocupação com o aquecimento global, tema que poderá ser alvo de discussão entre os países no encontro.

Com o novo acordo, os Estados Unidos esperam trazer mais viajantes chineses ao país e, com eles, bilhões de dólares para sua economia. A Casa Branca disse que isso poderá elevar a demanda e criar centenas de milhares de empregos sem sacrificar a segurança nacional. Cerca de 100 milhões de chineses viajaram no ano passado, mas menos de 2% deles foram aos Estados Unidos. Fonte: Associated Press.

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