EUA e China expõem tensões em reunião diplomática

O apelo do secretário de Defesa norte-americano, Chuck Hagel, para um "novo modelo" nas relações militares com a China foi em vão após o ministro da Defesa da China, Chang Wanquan, criticar as ações dos Estados Unidos e seus aliados na região da Ásia-Pacífico. As autoridades também mostraram pontos de vista diferentes sobre as disputas de ilhas no Mar da China. Hagel e Chang participaram nesta terça-feira de uma reunião que teve como objetivo estabelecer laços mais fortes entre os países, na esteira de anos de relações distantes.

AE, Agência Estado

08 de abril de 2014 | 12h49

O secretário de Defesa dos EUA disse que a China não tem o direito de estabelecer unilateralmente e sem consulta uma zona de defesa aérea sobre os territórios disputados e afirmou que os EUA vão proteger o Japão na disputa com a China.

"Essa atitude da China aumenta as tensões e poderia, eventualmente, iniciar um conflito perigoso na região", afirmou Hagel em entrevista aos jornalistas, dada ao lado de Chang.

Por sua vez, o ministro da Defesa chinês disse que seu país não vai tomar a iniciativa de um conflito com o Japão, mas que está pronto para usar sua força militar para proteger seu território. E advertiu ainda que os Estados Unidos devem permanecer vigilantes "contra as ações do Japão" e que não devem ser "permissivos e solidários" com o governo de Tóquio.

"A China não pode ser contida", disse Chang, ao criticar os planos dos Estados Unidos de enviar forças militares para a Ásia, o que é visto por Pequim como uma forma de conter as ambições expansionistas da China.

As duas autoridades também trataram da situação da Coreia do Norte, que recentemente ameaçou retomar testes nucleares. "Os EUA e a China tem interesse comum em impedir irreversivelmente os avanços nucleares na península coreana", disse Hagel. Fonte: Associated Press e Dow Jones Newswires.

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