EUA e China irão se reunir para discutir direitos humanos em maio

Último encontro sobre o tema ocorreu há dois anos; relações entre os países têm enfrentado tensões

22 de abril de 2010 | 21h08

Reuters

 

WASHINGTON- Os Estados Unidos e a China retomarão formalmente as conversações sobre direitos humanos em maio, pela primeira vez em dois anos, um sinal de que as relações entre as duas potências estão se estabilizando após uma série de disputas.

 

Segundo o Departamento de Estado norte-americano, Washington sediará em 13 e 14 de maio uma reunião na qual ambos os países abordarão vários temas, inclusive os direitos religiosos, o império da lei e a liberdade da web.

 

A última reunião formal entre as nações sobre temas como os direitos humanos foi em maio de 2008. Antes disso, as conversações estavam congeladas desde 2002.

 

O porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, P.J. Crowley, disse que as conversações poderiam incluir o caso de advogados e ativistas de direitos humanos em conflito com o governo chinês, assim como a censura à internet.

 

"Estou seguro de que o tema da liberdade de internet e a capacidade de acesso à informação dos cidadãos chineses aparecerão", disse Crowley.

 

As relações entre os dois países estão prejudicadas nos últimos meses, após um acordo entre os Estados Unidos e Taiwan para vender armas à ilha - a qual a China considera parte de seu território - e após o presidente Barack Obama ter recebido o líder espiritual tibetano dalai-lama, considerado por Pequim como um separatista.

 

Além disso, o caso do gigante Google, que limitou suas atividades na China em meio a denúncias de um ataque cibernético e censura, e as queixas dos Estados Unidos pelo valor da moeda chinesa também causaram tensões nos laços entre as potências.

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