EUA e Colômbia assinam tratado de livre comércio

Os Estados Unidos e a Colômbia assinaram um tratado de livre comércio (TLC) multibilionário nesta quarta-feira. O acordo, que reduz tarifas para o comércio entre os dois países e fixa normas para investimentos, foi fechado na sede do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), na capital norte-americana, depois de 14 rodadas de negociações durante 22 meses. O pacto foi firmado apesar de resistências no Congresso americano, que a partir de janeiro passará a ser controlado pelo Partido Democrata, de oposição ao governo de George W. Bush. O comércio entre os dois países alcançou US$ 14,3 bilhões no ano passado. Na terça-feira, um grupo de políticos democratas pediu à representante americana de Comércio, Susan Schwab, que não aprovasse o acordo com a Colômbia sem antes incluir no texto regras mais rígidas sobre leis trabalhistas e direitos humanos, como a abolição do trabalho infantil, proteção contra discriminação e liberdade para filiar-se a um sindicato. Ratificação O acordo precisa ser ratificado pelo novo Congresso antes de entrar em vigor. Muitos democratas têm resistência semelhante a respeito do acordo de comércio assinado neste ano com o Peru. Esse pacto também aguarda ratificação do legislativo norte-americano. Opositores do governo Bush alegam que esse tipo de acordo faz pouco para proteger empresas americanas de práticas desleais de comércio. "O tratado vai aprofundar e fortalecer nossos laços comerciais ao oferecer novas oportunidades para empresários, manufatureiros e agricultores americanos exportarem seus bens e serviços para uma das economias mais robustas da América Latina", disse o vice-representante de Comércio dos EUA, John Veroneau. "Este tratado é um importante marco na luta que a Colômbia trava, com o apoio dos Estados Unidos, contra o tráfico de drogas e o terrorismo", disse o ministro de Comércio colombiano, Jorge Humberto Botero. "O acordo vai criar canais comerciais permanentes para que nossos produtos possam competir no mercado americano, gerando assim mais renda e empregos para milhões de colombianos", afirmou Botero.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.