AP/Ahn Young-joon
AP/Ahn Young-joon

EUA e Coreia do Sul realizam exercícios em resposta a míssil norte-coreano

Mísseis balísticos foram disparados durante as manobras, realizadas na costa leste sul-coreana; Trump denuncia ação 'temerária e perigosa' de Pyongyang

O Estado de S.Paulo

28 Julho 2017 | 20h42

SEUL - Coreia do Sul e Estados Unidos realizaram nesta sexta-feira um teste com mísseis balísticos em resposta ao lançamento de um míssil intercontinental lançado horas antes pela Coreia do Norte, informou o Exército sul-coreano.

As manobras foram realizadas na costa leste da Coreia do Sul e envolveram mísseis sul-coreanos Hyunmoo-2 e os projéteis táticos ATACMS, segundo o Estado-Maior Conjunto (JCS) do país asiático. Ambos são mísseis balísticos com um alcance estimado de cerca de 300 quilômetros.

Os aliados realizaram as manobras para demonstrar sua capacidade de "bater com precisão a liderança inimiga", explicou o JCS em um comunicado.

 O presidente americano, Donald Trump, denunciou nesta sexta-feira o lançamento do míssil da Coreia do Norte como uma ação "temerária e perigosa" que isolará ainda mais os norte-coreanos.

"Os Estados Unidos condenam este lançamento e rejeitam o argumento do regime de que estes testes e estas armas garantirão a segurança da Coreia do Norte. Na realidade, têm o efeito oposto", assinalou o presidente em um comunicado. "Ameaçando o mundo, estas armas e estes testes isolarão ainda mais a Coreia do Norte, debilitarão sua economia e prejudicarão seu povo", acrescentou.

EUA e Coreia do Sul já responderam com um exercício parecido quando Pyongyang disparou seu primeiro míssil intercontinental (ICBM), em 4 de julho.

O míssil foi disparado nesta sexta-feira da Província de Chagang, fronteiriça com a China, e voou por cerca de 45 minutos antes de cair no Mar do Japão.

No teste realizado no dia 4 por Pyongyang, o 11.º deste ano, o míssil alcançou 2.802 quilômetros de altitude e percorreu 933 quilômetros em 39 minutos até cair nas águas do Mar de Japão, o que marcou um importante avanço nas capacidades militares norte-coreanas.

Os contínuos exercícios balísticos de Pyongyang elevaram a tensão na Península da Coreia e reforçaram a retórica do governo Trump, que insinuou a possibilidade de realizar ataques preventivos contra a Coreia do Norte.

Pyongyang, por sua vez, reafirmou nos últimos dias seu direito a adquirir armamento nuclear perante o que considera uma "política hostil" de Washington e seus aliados, e não mostrou nenhuma intenção de abandonar seu programa de armas, apesar da crescente pressão e do isolamento internacional. / AFP e EFE

 

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