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EUA e Cuba mantêm reunião secreta

Uma funcionária de alto escalão do Departamento de Estado dos EUA manteve, em Cuba, um diálogo direto com a cúpula do regime castrista, revelaram três diplomatas americanos à "Associated Press". Se confirmadas, as reuniões - que não haviam sido previamente anunciadas - serão o contato mais significativo entre Washington e Havana em décadas.

AE, Agencia Estado

30 de setembro de 2009 | 08h11

Em uma viagem de seis dias, Bisa Williams, vice-secretária do Departamento de Estado dos EUA para o Hemisfério Ocidental, teria se encontrado com o vice-chanceler cubano, Dagoberto Rodriguez. Os dois supostamente passaram por áreas da Província de Pinar del Rio atingidas por um furacão e visitaram fazendas estatais comunitárias.

O encontro de alto escalão ocorre após EUA e Cuba retomarem, no dia 17, o serviço postal entre os países, congelado desde 1963. Essa negociação, entretanto, havia sido previamente divulgada. Para os funcionários americanos, que pediram anonimato, o simples fato de o encontro bilateral ter ocorrido seria mais significativo que seus resultados concretos. "Fomos a um terreno que não íamos há muito tempo", disse um dos diplomatas.

O porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, Ian Kelly, admitiu que Bisa permaneceu em Cuba após as negociações sobre o serviço postal. Contudo, Kelly recusou-se a entrar em detalhes sobre o conteúdo das novas discussões. "Bisa esteve com autoridades do governo e com vários representantes da sociedade civil para obter um panorama geral, em campo, sobre a situação econômica e política", resumiu Kelly.

Desde que assumiu, em janeiro, o presidente Barack Obama tem aliviado, com cautela, as restrições impostas pelos EUA à ilha comunista. Em abril, uma semana antes da Cúpula das Américas, em Trinidad e Tobago, Obama autorizou cubano-americanos a enviar dinheiro e visitar parentes em Cuba. Em seguida, iniciou contatos para retomar o serviço postal, concluídos no último dia 17.

No entanto, a secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, havia alertado que Washington não pretende derrubar o embargo a Cuba - que já dura 47 anos - até que o país reverta seu regime de partido único e adote a democracia.

Na abertura anual da Assembleia-Geral da ONU, que ocorreu na semana passada em Nova York, o chanceler cubano, Bruno Rodriguez, discursou em defesa da normalização de relações entre Cuba e os EUA. Segundo o ministro, o governo de Raúl Castro está disposto a manter com Obama um "diálogo respeitoso", "que não submeta a independência, soberania e autodeterminação" de Cuba. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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