EFE/Ismael Francisco/Cubadebate
EFE/Ismael Francisco/Cubadebate

EUA e Cuba prolongam negociações para restabelecer relações diplomáticas

Reunião, porém, deveria terminar nesta quinta-feira; foi o primeiro encontro de alto nível desde o diálogo entre os presidentes Barack Obama e Raúl Castro durante a Cúpula das Américas

O Estado de S.Paulo

21 de maio de 2015 | 19h54

WASHINGTON - Estados Unidos e Cuba voltarão a se reunir nesta sexta-feira, 22, em Washington, para dar sequência à quarta rodada de negociações sobre o restabelecimento das relações diplomáticas entre os dois países, reunião que, a princípio, deveria terminar nesta quinta-feira.

"Concluída a sessão de trabalho da 3ª rodada #Cuba - #EUA. Amanhã continuará o diálogo bilateral", indicou o Ministério de Relações Exteriores de Cuba através de sua conta oficial no Twitter.

A porta-voz adjunta do Departamento de Estado, Marie Harf, confirmou que as negociações terão sequência amanhã, mas não informou o horário no qual as delegações se encontrarão.


A chancelaria cubana afirmou que houve "avanços" na reunião de hoje, que durou mais de oito horas. Foi o primeiro encontro de alto nível desde o diálogo entre os presidentes Barack Obama e Raúl Castro durante a Cúpula das Américas, em abril.

A decisão de estender as conversas pode significar um avanço claro nas negociações ou uma dificuldade maior do que a esperada para resolver os "assuntos pendentes" que, segundo o governo americano, persistiam na agenda até hoje.

Ambas as partes se mostraram otimistas sobre a nova rodada de diálogo e indicaram que estão cada vez mais perto do objetivo de reabrir embaixadas nas respectivas capitais.

No entanto, ainda há divergências. Os EUA exigem para seus diplomatas o mesmo tipo de liberdades concedido por Rússia, China e Vietnã. Já Cuba quer garantias de que eles não aproveitarão a situação para estabelecer contatos com os dissidentes.

Em ambos os casos, a decisão de Obama de retirar Cuba da lista de países patrocinadores do terrorismo elaborada pelo governo americano, medida que entrará em vigor no fim deste mês, teve um impacto positivo nas negociações.

As delegações foram lideradas na reunião de hoje pela secretária-adjunta para Assuntos do Hemisfério Ocidental do Departamento de Estado dos EUA, Roberta Jacobson, e da diretora-geral para os EUA do Ministério das Relações Exteriores de Cuba, Josefina Vidal. / EFE

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