EUA e Europa pressionam Sharon para interromper ataques

A União Européia (UE) e os EUA estão aumentando a pressão sobre o primeiro-ministro israelense Ariel Sharon para que interrompa a ofensiva militar nos territórios da Faixa de Gaza e da Cisjordânia, afirmou neste sábado o chanceler da Holanda, Hans Janssen. Falando em nome da UE, Janssen disse que europeus e norte-americanos estão preparando uma iniciativa diplomática para fazer com que Sharon ponha em prática um imediato cessar-fogo e as duas partes voltem à mesa de negociações.A intenção é levar neste domingo a questão ao líder israelense, antes da chegada segunda-feira à região do enviado especial doa EUA, general Anthony Zinni. Não houve reação imediata de Israel e os altos funcionários da Autoridade Palestina (AP) disseram não estar a par dos detalhes.A intensidade das ações do Exército israelense refluiu neste sábado. Na sexta-feira, o mais sangrento desde o início da intifada, há 17 meses, foram mortas 45 pessoas (39 palestinos e 6 israelenses) e os militares tomaram o controle total de dois campos de refugiados na região de Tulkarem. Entre 400 e 600 palestinos foram detidos nesses campos e estão sendo interrogados.A dura ofensiva israelense foi lançada depois que Sharon declarou esta semana que iria "bater" nos palestinos até que os grupos armados e os atacantes suicidas parassem de atacar os israelenses e implorassem por paz. No entanto, a escalada do conflito levou o governo norte-americano a rever os planos de só enviar Zinni de volta à região depois que houvesse "tranqüilidade".Na sexta-feira, um dia depois de o presidente dos EUA, George W. Bush ter anunciado que mandaria Zinni ao Oriente Médio, Sharon surpreendentemente abandonou a exigência de que haja sete dias de calma absoluta para pôr em ação um plano de cessar-fogo."A iniciativa conjunta (norte-americano-européia) deixará claro que essa violência tem de acabar imediatamente, que a intervenção militar do governo israelense não leva a nada, apenas a uma espiral de ação e reação sem fim", disse Janssen. "É claro que a atividade terrorista de palestinos também terá de cessar imediatamente." O Exército de Israel apresentou hoje desculpas por ter matado na sexta-feira o diretor de um hospital palestino na Cisjordânia o médico Ahmed Nooman, quando ele estava numa ambulância que ia socorrer feridos. Os militares disseram que vão abrir uma investigação sobre o caso.Ainda hoje, forças de segurança da AP confirmaram a prisão de Majdi al-Romawi, um membro da Frente Popular de Libertação da Palestina (FPLP) acusado de ter participado do atentado que matou o ministro isralense de Turismo, Rehavan Zeevi, em outubro. A AP deteve no mês passado outros três integrantes da FPLP implicados no caso, atendendo assim a exigência de Israel para levantar o cerco ao QG de Yasser Arafat em Ramallah.

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