EUA e Europa recusam-se a voltar a negociar com o Irã

A secretária de Estado dos EUA, Condoleezza Rice, descartou as sugestões de uma possível retomada de negociações com o Irã, sobre o programa nuclear da República Islâmica. "Não há muito sobre o que falar", disse Rice, durante uma sessão de fotos no Departamento de Estado ao lado do chefe da diplomacia da União Européia, Javier Solana. O diplomata europeu também concordou que "não há muito sentido" em retomar as conversações se " não há nada de novo sobre a mesa". Rice declarou que não se deve permitir que o Irão desenvolva a capacidade de "desenvolver atividades que possam gerar capacidade bélica nuclear".Já o governo francês se negou hoje a retomar negociações com o Irã sobre a questão nuclear, enquanto o país não suspender completamente suas atividades com a energia atômica. Junto a Grã-Bretanha e a Alemanha, a França rejeitou também uma proposta feita ontem pelo Irã de se fazer uma reunião nesta quarta-feira, para discutir o impasse. Já a Dinamarca, que ocupa um dos postos não-permanentes no Conselho de Segurança da ONU, afirmou hoje que o organismo devia estudar o caso do Irã e seu programa atômico, mas defendeu uma solução diplomática. "Como membro do Conselho, a Dinamarca tem a responsabilidade de pressionar o Irã e pensamos que é hora de o Conselho intervir no assunto", afirmou hoje o primeiro-ministro dinamarquês, Anders Fogh Rasmussen. Israel propõe sançõesEm Jerusalém, representantes de Israel disseram que têm mantido "conversas avançadas" com membros do governo dos EUA e de vários países da União Européia para estudar uma proposta de sanções contra o Irã, caso o país se negue a cessar seus planos nucleares.O objetivo das conversas, informa hoje, quarta-feira, o diário Haaretz, é ter preparado "o pacote de sanções" para quando se decidir a aplicá-las ao Irã, o Conselho de Segurança da ONU ou alguns países poderem fazer de forma independente.Um comitê interministerial constituído para tratar do programa nuclear do Irã, presidido pelo chefe dos Serviços Secretos (Mossad), Meir Dagan, elaborou uma série de propostas sobre possíveis sanções econômicas ou diplomáticas contra esse país, cujo presidente, Mahmoud Ahmadinejad, propôs recentemente "apagar Israel do mapa", e criar um Estado judeu na Alemanha ou na Áustria.As propostas israelenses foram apresentadas nos últimos dois meses a funcionários dos EUA e da UE, indica o Haaretz.

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