EUA e Grã-Bretanha propõem aumentar papel da ONU no Iraque

Os Estados Unidos e aGrã-Bretanha apresentaram na terça-feira uma proposta deresolução que encarrega a Organização das Nações Unidas (ONU)de tentar conciliar as facções do Iraque, o que permitiria aeventual retirada das duas potências ocidentais. A resolução, que deve ser aprovada na quinta-feira pelos 15países do Conselho de Segurança, amplia o mandato da Missão deAssistência da ONU para o Iraque (Unami, na sigla em inglês),conferindo-lhe também autoridade para promover o diálogo entreo Iraque e seus vizinhos. "A ONU precisa desempenhar um papel ampliado em ajudar osiraquianos a superarem as dificuldades que têm no momento",disse a jornalistas o embaixador dos EUA na ONU, ZalamyKhalilzad, que já representou Washington em Bagdá. "A ONU pode, dada a sua vantagem comparativa, desempenharum papel em facilitar e ajudar os iraquianos a alcançarem essameta", disse ele, citando também a necessidade de apoio daspotências regionais à reconciliação e de uma solução paraproblemas de refugiados. Khalilzad lembrou que há atores da política iraquiana, comoo aiatolá xiita Ali Al Sistani, que se recusam a conversar comos EUA ou a Grã-Bretanha, mas estariam dispostos a contatos coma ONU. Desde que foi criada, há quatro anos, a Unami tem comoprincipal tarefa ajudar em eleições e direitos humanos. A entidade retirou seus funcionários estrangeiros do Iraquedepois do atentado que matou o chefe da missão, o brasileiroSérgio Vieira de Mello, e mais 22 pessoas, cinco meses depoisdo início da ocupação norte-americana, em março de 2003.Posteriormente, parte do pessoal voltou. Atualmente, a Unami tem cerca de 50 funcionáriosestrangeiros na Zona Verde (área fortificada de Bagdá).Funcionários da ONU disseram haver intenção de aumentar ocontingente para lidar com as novas tarefas.

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