EUA e Grã-Bretanha sabiam que Hitler exterminaria os judeus

Documentos divulgados hoje pela Administração Nacional de Arquivos e Registros, em Washington, mostram que a Grã-Bretanha e os Estados Unidos sabiam do plano de Adolf Hitler para exterminar os judeus muito antes do que se acreditava e não fizeram nada para advertir as futuras vítimas."Uma advertência não teria freado o Holocausto, mas seguramente teria evitado muitas mortes", afirmou Thomas Baer, um estudioso que integra o grupo de trabalho interagências (IWG, por sua sigla em inglês), encarregado de descobrir documentos secretos sobre o nazismo.O documento em questão é um memorando enviado em novembro de 1941 pelo cônsul chileno em Praga, Gonzalo Montt Rivas, a Santiago, no qual afirma: "Foi decidido erradicar todos os judeus e enviar alguns à Polônia, enquanto se procuram lugares ainda mais remotos".Uma cópia da carta foi obtida pelos serviços secretos britânicos e, posteriormente, registrada, pela primeira vez, em 20 de março de 1942, nas atas da Agência de Coordenação da Informação dos EUA, predecessora da OSS, que sua vez é antecessora da CIA."O documento ajuda a determinar com exatidão o quanto sabiam os dirigentes de nossos governos", afirmou Elizabeth Holzman, ex-deputada e membro da IWG. "É insuportável pensar que um plano de genocídio tenha sido recebido com indiferença".

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