EUA e Hong Kong vetam importação de alimentos do Japão após contaminação

Coreia do Sul também a proibição após radiação ter sido encontrada em leite e vegetais em Fukushima

23 de março de 2011 | 15h22

A contaminação de alguns alimentos produzidos nas regiões próximas ao complexo nuclear de Fukushima, no Japão, já provoca reação de países importadores dos produtos japoneses. Na terça-feira, 22, à noite, os Estados Unidos anunciaram que estão barrando alguns produtos provenientes do Japão. Nesta quarta-feira, foi a vez de Hong Kong proibir a entrada de uma ampla quantidade de alimentos japoneses; já a Coreia do Sul também anunciou que avalia uma proibição.

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As declarações dos governos ocorrem logo após o governo japonês alertar os moradores da capital, Tóquio, sobre a alta concentração de iodo radioativo na água fornecida na cidade, pedindo que as crianças não bebam a água da torneira.

 

A proibição imposta por Hong Kong se aplica a produtos lácteos, frutas e vegetais de cinco cidades japonesas perto da usina nuclear de Fukushima, que foi atingida por um forte terremoto e um tsunami em 11 de março e, posteriormente, por uma série de explosões e incêndios.

 

O território chinês foi o primeiro governo asiático a impor tal restrição, após os Estados Unidos terem banido as importações de produtos lácteos e itens alimentícios de áreas próximas de Fukushima.

 

A Administração de Alimentos e Medicamentos dos EUA (FDA, na sigla em inglês) informou ter implementado um alerta para importação de leite, produtos lácteos, vegetais frescos e frutas de certas regiões do Japão. Isso significa que nenhum produto do tipo das cidades de Fukushima, Ibaraki, Tochigi e Gunma podem entrar nos Estados Unidos, sem antes ter a segurança testada.

 

Na Coreia do Sul, a Administração de Alimentos e Medicamentos do país informou que a restrição, se instituída, se aplicaria a itens produzidos nas mesmas cidades citadas acima. Não estava claro se todos os produtos seriam afetados, ou apenas gêneros alimentícios específicos.  A França pediu à União Europeia (UE) para impor "controles sistemáticos" das importações de alimentos japoneses.

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