EUA e Israel abandonam Conferência Mundial Contra o Racismo

EUA e Israel anunciaram que estão abandonando a Conferência Mundial Contra o Racismo. Os dois países anunciaram a decisão fazendo críticas às propostas para que a declaração final do encontro promovido pela ONU contenha trecho de desaprovação a Israel. O anúncio norte-americano foi feito pelo secretário de Estado, Colin Powell, enquanto a retirada de Israel foi anunciada pelo ministro de Relações Exteriores israelense, Shimon Peres. Tanto os EUA quanto Israel não enviaram uma delegação com altos funcionários para a conferência. Os dois países reduziram seu envolvimento no evento por causa da referência, no rascunho da declaração da conferência, que iguala a prática do sionismo com racismo, genocídio e limpeza étnica, disseram autoridades. Depois dos esforços para encontrar apoio para retirar essas palavras, EUA e Israel anunciaram que estavam se retirando suas delegações. Em nota distribuída em Durban, Powell criticou o rascunho da declaração e a sua "linguagem horrível". "Hoje, instruí nossos representantes na Conferência Mundial Contra o Racismo a retornarem para casa. Tomei esta decisão com pesar por causa da importância da luta internacional contra o racismo e a contribuição que esta conferência poderia ter sobre isso", diz a nota. "Contudo, após as discussões de hoje entre a nossa equipe em Durban e outras que estão trabalhando para o sucesso da conferência, estou convencido que não será possível", diz a nota. Brasil se pronunciaO embaixador Gilberto Sabóia, que assumiu a chefia da delegação brasileira na conferência, após a volta do ministro José Gregori para Brasília, declarou que apesar da retirada dos Estados Unidos, o Brasil espera que a conferência chegue a resultados positivos e equilibrados, que estabeleçam diretrizes para os Estados membros da ONU. Sabóia lamentou a decisão dos EUA e disse que enquanto os delegados americanos estiveram presentes em Durban, o Brasil manteve com eles um diálogo de conversações sobre os temas em discussão. O presidente da Associação Internacional de Juristas e Advogados Judeus, Daniel Lack, atribuiu a decisão americana à pressão de Arafat e dos movimentos palestinos contra Israel. "O Estado de Israel é sionista sim, mas não racista. São acusações falsas afirmar que Israel pratica o genocídio ou aparteid contra a população palestina.

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