Amir Cohen/Reuters
Amir Cohen/Reuters

''EUA e Israel estão unidos contra o terror'', diz Hillary

Secretária de Estado condena ataques que mataram 8 israelenses; forças egípcias dizem ter prendido mais de 20 suspeitos no Sinai

, O Estado de S.Paulo

19 de agosto de 2011 | 00h00

WASHINGTON

Momentos após serem divulgadas as primeiras notícias de que militantes haviam realizados ataques dentro de Israel, a secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, veio a público para condenar duramente os atentados. "Israel e EUA estão unidos na luta contra o terrorismo", disse Hillary. A número 1 da diplomacia americana exigiu ainda que o Egito garanta a segurança na Península do Sinai.

Hillary qualificou os ataques de "atos premeditados de terrorismo contra civis inocentes". "E essa violência apenas reforça nossas preocupações com a segurança na Península do Sinai", completou.

Desde a queda da ditadura egípcia de Hosni Mubarak, crescem os temores de Israel e dos EUA de que um vácuo de poder no Sinai facilite a ação de grupos radicais islâmicos. "Os recentes compromissos do governo egípcio em relação à situação da segurança no Sinai são importantes e é urgente encontrar uma solução duradoura", afirmou Hillary.

O Egito disse ontem ter detido mais de 20 suspeitos de integrar células de grupos radicais islâmicos que atuam no Sinai. "Até agora, foram presas umas 20 pessoas que eram procuradas pela polícia - entre elas, palestinos. Eles estão sendo interrogados", afirmou à agência estatal de notícia egípcia o chefe de polícia da região, Saleh al-Masri.

Parte dos suspeitos em poder da polícia integraria um grupo radical conhecido como "Al-Jihad". Eles teriam realizado ataques na cidade egípcia de El-Arish. No dia 12, uma operação de forças egípcias na fronteira com a Faixa de Gaza terminou com 1 morto e 12 feridos.

Acordo de paz. Desde a queda de Mubarak, militantes já realizaram dois ataques a um gasoduto que liga Egito e Israel. Segundo a inteligência de Israel e dos EUA, após o fim da ditadura egípcia, parte das forças policiais do antigo regime que mantinha a segurança no Sinai foi retirada.

Ironicamente, o Exército egípcio não pode ter forte presença no Sinai por causa do acordo de paz firmado com Israel em 1979. Pelo pacto, israelenses desocupariam a área desértica - conquistada 13 anos antes, na Guerra dos Seis Dias -, mas em troca egípcios reconheceriam o Estado judeu e limitariam a presença de forças na península. Formalmente, o Exército egípcio só entra no Sinai se receber o aval de Israel.

A região, porém, foi alvo de atentados mesmo quando Mubarak mantinha um rigoroso regime no Cairo. / REUTERSW

CRONOLOGIA

Maiores baixas israelenses

2006

17 de abril - Homem-bomba palestino mata 11 em quiosque perto da rodoviária de Tel-Aviv

2007

29 de janeiro - Homem-bomba mata três pessoas em uma padaria em Eilat

2008

6 de março - Atirador palestino mata oito estudantes judeus e fere nove em um seminário em Jerusalém

2010

31 de agosto - Quatro israelenses são mortos a tiros no assentamento de Kirvat Arba, área ocupada na Cisjordânia. Hamas assume a autoria do ataque

2011

11 de março - Cinco membros de uma família são mortos à noite no assentamento de Itamar, na Cisjordânia ocupada

7 de abril - Um foguete disparado de Gaza mata um menino em um ônibus escolar

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