EUA e ONU suspendem sanções impostas à Líbia

Punições, que haviam sido adotadas durante regime de Khadafi, visam aliviar crise líbia.

BBC Brasil, BBC

16 de dezembro de 2011 | 22h24

O Conselho de Segurança da ONU levantou nesta sexta-feira as sanções que recaíam sobre o Banco Central da Líbia e sobre bancos de investimentos internacionais do país norte-africano, informaram diplomatas.

A suspensão das punições - impostas quando o país ainda era comandado por Muamar Khadafi - tem como objetivo aliviar a atual crise monetária vivida pela Líbia.

Também nesta sexta, os Estados Unidos suspenderam "a maioria de suas sanções (impostas ao) governo da Líbia, para manter nossos compromisso com o povo líbio", disse a Casa Branca em comunicado.

O governo interino líbio, que assumiu o comando com a derrubada de Khadafi do poder, em agosto, vinha pressionando pelo fim das sanções e pela liberação dos ativos do país no exterior - estimados em US$ 150 bilhões -, alegando que faltava dinheiro para o pagamento de funcionários e serviços estatais e para financiar a reconstrução do país.

'Estabilidade'

As autoridades interinas alegam que o encerramento das punições é "essencial para a estabilidade econômica e para a confiança do setor bancário" do país norte-africano.

As sanções haviam sido criadas para retaliar o regime de Khadafi por conta da repressão de seu regime às manifestações antigoverno iniciadas em fevereiro.

O chanceler britânico, William Hague, disse que a liberação dos ativos nesta sexta "marca mais uma movimento significativo na transição líbia".

"Isso significa que o governo líbio agora terá acesso total aos fundos necessários para ajudar a reconstruir o país, garantir a estabilidade e assegurar que os líbios possam fazer transações (financeiras) essenciais para o dia a dia", declarou o ministro em comunicado. BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

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