EUA e Paquistão mudam de estratégia na caça a saudita

Ataques de aviões não-tripulados e a busca por outros líderes da Al-Qaeda são a nova aposta

Craig Whitlock, The Washington Post, O Estadao de S.Paulo

11 de setembro de 2008 | 00h00

Frustradas com os repetidos fiascos na busca de Osama bin Laden, autoridades americanas e paquistanesas disseram que questionaram os pressupostos sobre sua estratégia e estão mudando de tática: eles intensificaram o uso dos aviões espiões Predator, não-tripulados mas letais, nas montanhas do oeste do Paquistão. O número de ataques com mísseis Hillfire disparados dos Predators no país mais que triplicou, com 11 ataques comunicados neste ano, contra 3 em 2007.Os ataques são parte de um novo esforço para atingir o comando central da Al-Qaeda, que começou no início do ano passado e ganhou velocidade com a aproximação do fim do mandato do presidente George W. Bush. Não surgiu nenhuma pista confirmada de Bin Laden desde que ele escapou por pouco da CIA e das forças militares americanas depois de uma batalha perto de Tora Bora, no Afeganistão, em dezembro de 2001. Os agentes disseram que agora estão se concentrando numa pequena lista de outros líderes da Al-Qaeda, que foram avistados recentemente, na esperança de que suas pistas levem a Bin Laden. As fontes de inteligência atribuíram o fracasso na localização de Bin Laden ao privilégio excessivo da força militar, às interrupções provocadas pela guerra no Iraque e à subestimação do inimigo. Eles disseram que a busca foi particularmente prejudicada pela incapacidade de desenvolver informantes nas regiões tribais isoladas do Paquistão, onde se acredita que Bin Laden esteja escondido. Como os agentes da CIA e as Forças Especiais dos EUA estão impedidas de operar livremente no Paquistão, a busca por Bin Laden e seus comandados dá-se sobretudo pelo ar. No mês passado, os Predators, equipados com múltiplas câmeras que transmitem vídeos em tempo real via satélite, lançaram seus mísseis Hellfire contra quatro alvos. Desde janeiro, os aviões mataram dois veteranos líderes da Al-Qaeda com prêmios de US$ 5 milhões por suas cabeças.

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