EUA e Rússia terão novo tratado de redução de armas

O presidente americano Barack Obama disse hoje que está confiante que os Estados Unidos e a Rússia chegarão a um acordo no final do ano sobre um pacto que substitua o Tratado de Redução de Armas Estratégias (START 1).

AE, Agencia Estado

23 de setembro de 2009 | 19h12

O presidente russo, Dmitry Medvedev, também expressou sua confiança de que os dois lados chegarão a um consenso. Durante a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Medvedev disse que está satisfeito com a negociação feita até agora.

Durante a visita de Obama a Moscou em julho, ele e Medvedev concordaram em estabelecer um novo tratado de armas nucleares para substituir o START 1, que foi assinado em 1991 e expira no dia 5 de dezembro deste ano.

Irã

Medvedev deixou aberta a possibilidade para novas punições contra o Irã para forçar o país a suspender seu programa nuclear. Ao deixar a reunião com o presidente Obama, o russo observou que, "em alguns casos, sanções são inevitáveis".

Obama, por sua vez, disse a jornalistas que continua "seriamente comprometido" com a busca por uma solução negociada para o impasse, mas enfatizou que "sanções adicionais sérias" continuam sendo uma possibilidade.

As ambições atômicas iranianas foram a prioridade de Obama no encontro com seu colega russo nesta tarde. Haverá, em outubro, negociações multilaterais com o Irã e Obama quer garantir a possibilidade de novas sanções se a diplomacia não surtir efeito.

No passado recente, porém, a Rússia opôs-se ferrenhamente a punições mais rigorosas contra a república islâmica.

Os Estados Unidos e alguns de seus aliados suspeitam que o Irã desenvolva em segredo um programa nuclear bélico. O Irã sustenta que seu programa nuclear é civil e tem finalidades pacíficas, estando de acordo com as normas do Tratado de Não-Proliferação Nuclear, do qual é signatário.

As informações são da Dow Jones.

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