EUA e UE ameaçam punir Kiev com sanção se repressão continuar

KIEV - O vice-presidente dos EUA, Joe Biden, afirmou na quinta-feira, 23, que a Ucrânia pode sofrer danos na relação com os americanos caso não resolva o impasse político que dura mais de dois meses. "Só o governo da Ucrânia pode garantir um fim pacífico para a crise. Mais derramamento de sangue pode ter consequências", declarou a Casa Branca.

O Estado de S. Paulo,

23 de janeiro de 2014 | 23h26

Autoridades ucranianas ligadas a episódios de violência e uso abusivo de força contra os manifestantes já tiveram seus vistos anulados pelos EUA.

O presidente da Comissão Europeia, José Manuel Barroso, também endossou a ameaça de sanções lançada pelos americanos, mas disse que recebeu garantias do presidente ucraniano, Viktor Yanukovich, de que o país não precisará impor um estado de emergência.

Em tom conciliador, a chanceler alemã, Angela Merkel, disse que não vê as sanções como uma solução. Merkel pediu à Ucrânia que cumpra "suas obrigações de garantir os direitos fundamentais da democracia".

A Rússia voltou a criticar a pressão dos países ocidentais por uma solução do conflito. "Sentimos pesar e indignação em relação à óbvia intervenção estrangeira no desenrolar dos fatos em Kiev", afirmou Dmitri Peskov, porta-voz do presidente Vladimir Putin. / AP

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