Amir Cohen/Reuters
Amir Cohen/Reuters

EUA e UE cancelam voos para Israel em meio a ataques do Hamas a aeroporto

Cancelamentos ocorrem em meio à preparação israelense para a retomada do turismo após vacinação exitosa contra a covid-19

Redação, O Estado de S.Paulo

13 de maio de 2021 | 14h55

JERUSALÉM - O aumento da violência em Israel e na Faixa de Gaza levou ao cancelamento de voos vindos da Europa. Estados Unidos, Reino Unido, Alemanha e Espanha deixaram de voar para Tel-Aviv desde a quarta-feira (13), em um momento no qual Israel reabre suas portas ao turismo em meio ao sucesso da vacinação contra a covid-19. O turismo é uma das principais fontes de receita no país.

Na terça-feira, Israel chegou a fechar o Aeroporto Internacional David Ben Gurion depois de foguetes do Hamas terem sido disparados na direção do terminal. Hoje, o aeroporto foi novamente alvo do grupo palestino.

Segundo o Exército, no entanto,o fechamento do terminal teve como objetivo liberar o espaço aéreo para medidas de retaliação conduzidas pela Força Aérea. Voos vindos dos Estados Unidos deixaram de pousar na quarta-feira. No Reino Unido, a British Airways informou o cancelamento dos voos nesta quinta-feira, por motivos de segurança.

“A segurança de nosso clientes e colaboradores é nossa prioridade, disse a empresa. Medidas similares foram tomadas pela alemã Lufthansa e a espanhola Iberia, além das americanas Delta, United e American Airlines. No caso das empresas americanas, voos saindo de Israel também foram cancelados.

Os voos que pousariam em Tel-Aviv foram desviados para o Aeroporto de Ramon, no sul do país. A companhia israelense El Al confirmou que transferiu a maior parte da operação para Ramon.

Com uma das maiores taxas de vacinação do mundo e com a pandemia sob controle, Israel se preparava para voltar a receber turistas no verão. O país conta com um sistema de “passaporte de vacinação” para entrada em restaurantes, bares, museus e sítios históricos. O turismo religioso é um dos atrativos do país. / NYT e EFE

 

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