EUA e UE não chegarão ao Conselho de Segurança, diz Irã

O governo iraniano declara considerar improvável que os EUA e a União Européia obtenham sucesso na tentativa de levar a crise gerada em torno do programa nuclear do país ao Conselho de Segurança da ONU. O presidente iraniano, por sua vez, afirmou que o Ocidente deveria agir com mais "lógica" no caso.O tom de desafio de Teerã surge no mesmo dia em que a França rejeitou o pedido do país pela reabertura de negociações, proposta também descartada pelos Estados Unidos e pela União Européia (UE). O governo iraniano havia pedido uma nova reunião, em nível ministerial, com França, Alemanha e Reino Unido, os três países que negociam a questão em nome da UE.Os Estados Unidos, França, Grã-Bretanha e Alemanha querem que a diretoria da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) realize uma reunião de emergência em 2 de fevereiro para remeter a questão iraniana ao Conselho, organismo que tem poderes para impor sanções.No entanto, Rússia e China - bem como o Egito, que também compõe a diretoria da AIEA - relutam em apoiar a medida."Em vista da situação geral, vemos como remota a possibilidade de o caso nuclear do Irã chegar ao Conselho de Segurança", disse o ministro iraniano das Relações Exteriores, Manouchehr Mottaki, a uma rádio do Irã. O presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, também fez pouco caso da questão. "Não há problema. É uma empreitada deles. Não podemos impedir que tentem" levar o caso ao conselho, disse ele a jornalistas. "Pedimos a eles que desçam de suas torres de marfim e ajam com um pouco de lógica", prosseguiu Ahmadinejad.

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