EUA e UE pedem renúncia de Assad na Síria

Os Estados Unidos e a União Europeia (UE) pediram formalmente nesta quinta-feira que o presidente da Síria, Bashar Assad, deixe o poder por causa da forte repressão aos manifestantes contrários ao seu governo. O presidente Barack Obama anunciou novas sanções contra o governo sírio, enquanto a UE deve tomar uma decisão sobre sanções na sexta-feira, durante uma reunião de embaixadores do bloco.

AE, Agência Estado

18 de agosto de 2011 | 13h29

Obama declarou que chegou a hora de Assad renunciar pelo bem de seu povo e emitiu uma nova ordem executiva incluindo o que chamou de sanções "sem precedentes" para "aprofundar o isolamento financeiro do regime de Assad e impedir sua capacidade de financiar sua campanha de violência contra o povo sírio".

O documento da Casa Branca determina que o Departamento do Tesouro congele imediatamente de todos os ativos sírios sob jurisdição norte-americana e proíbe os cidadãos norte-americanos de participar de transações financeiras envolvendo o governo sírio. A norma também proíbe os EUA de importar petróleo e derivados de origem síria, além de proibir investimentos no país.

Em comunicado por escrito, Obama disse que Assad tem sido responsável por ataques a seu povo, que realiza protestos por mais liberdades. "Nós temos declarado de forma consistente que o presidente Assad deve liderar uma transição democrática ou sair do caminho", afirmou. Este foi o primeiro pedido explícito de Obama para Assad deixar o poder.

A Alta Representante para as Relações Exteriores e Política de Segurança da União Europeia (UE), Catherine Ashton, também pediu nesta quinta-feira que o presidente da Síria, Bashar Assad, renuncie. Em comunicado, ela declarou que "a UE percebe a completa perda de legitimidade de Bashar Assad aos olhos do povo sírio e a necessidade de ele deixar o poder".

Na declaração, que promete novas sanções contra a Síria, Ashton condena a repressão do governo aos manifestantes e diz que essas medidas "mostram que o regime sírio não está disposto a mudar".

Em documento conjunto, o presidente da França, Nicolas Sarkozy, a chanceler alemã, Angela Merkel, e o primeiro-ministro britânico, David Cameron, disseram que o regime de Assad "ignorou as vozes do povo sírio e continuamente enganou a população e a comunidade internacional com promessas vazias".

Os embaixadores da UE se reunirão na sexta-feira para discutir uma série de opções para a imposição de sanções contra o regime, disseram diplomatas à Dow Jones.

As informações são da Associated Press e da Dow Jones.

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