EUA e UE podem facilitar volta de Zelaya, diz Amorim

O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Celso Amorim, defendeu hoje que os Estados Unidos e países da União Europeia sejam mais rigorosos com o governo golpista de Honduras para facilitar a volta do presidente deposto, Manuel Zelaya, ao poder. Segundo Amorim, o governo brasileiro não tem mais meios para pressionar os golpistas. "O Brasil fez o que poderia em termos de interromper a nossa cooperação com Honduras. O Brasil não é o país que tem em suas mãos a capacidade de fazer mais pressão", afirmou Amorim.

EUGÊNIA LOPES, Agencia Estado

23 de julho de 2009 | 19h12

"Os Estados Unidos têm meios, assim como a União Europeia. Os países latino-americanos fizeram o que puderam", completou o ministro, depois de se reunir com a secretária de Relações Exteriores do México, Patrícia Espinosa Cantellano. Ela também defendeu a volta de Zelaya ao governo hondurenho. "O presidente Zelaya deve regressar a Honduras e isso deve ocorrer em ambiente de paz", disse Patrícia.

Para pressionar os golpistas a deixarem o governo hondurenho, o ministro Amorim defendeu que a Organização dos Estados Americanos (OEA) adote medidas mais explícitas. "Se for necessária uma nova decisão da OEA que seja ainda mais explícita do que ela já fez para dar cobertura a ações, todos os membros farão na sua proporção e na sua possibilidade. Isso pode ser um caminho. Não adianta o Brasil ter proposta, o México ter proposta. Temos que trabalhar em conjunto", disse o ministro.

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