EUA e União Europeia aplicarão mais sanções contra a Rússia

Detalhes das medidas impostas serão dados na sexta-feira; Moscou reage dizendo que UE está contra o processo de paz na Ucrânia

O Estado de S. Paulo

11 de setembro de 2014 | 14h55

WASHINGTON - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse nesta quinta-feira, 11, que os EUA se juntarão à União Europeia na imposição de sanções mais duras contra os setores de defesa, energia e finanças da Rússia. Os detalhes serão apresentados sexta-feira.

"Essas medidas aumentarão o isolamento político e os custos econômicos para a Rússia, especialmente nas áreas de importância para o presidente (Vladimir) Putin e daqueles ligados a ele", disse Obama em comunicado. As sanções são uma retaliação por Moscou ter enviado tropas para o leste da Ucrânia em agosto.

O Ministério das Relações Exteriores da Rússia disse que a UE mostrou estar contra o processo de paz ao impor a nova rodada de sanções. "Ao dar esse passo, a União Europeia fez sua escolha contra uma resolução pacífica para a crise ucraniana", disse o ministério em comunicado.

Moscou nega ter qualquer envolvimento na crise na Ucrânia, apesar das acusações de que estaria armando os separatistas e enviando tropas para ajudá-los a combater as forças do governo de Kiev.

"Hoje, Bruxelas e os líderes das nações da UE precisam dar uma resposta clara aos cidadãos da UE de por que eles estão os colocando sob o risco de confrontação, estagnação econômica e desemprego", acrescentou o ministério russo.

As novas sanções da UE devem colocar as petroleiras russas Rosneft, Transneft e Gazprom em uma lista de estatais do país que não poderão levantar capital ou pegar empréstimos no mercado europeu, de acordo com um diplomata do bloco. / REUTERS

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