Yuri Kochetkov/EFE
Yuri Kochetkov/EFE

EUA e União Europeia condenam prisão de manifestantes na Rússia

Washington e Bruxelas consideraram as detenções uma afronta aos valores democráticos

O Estado de S.Paulo

27 de março de 2017 | 04h29

LONDRES - Os Estados Unidos e a União Europeia condenaram "contundentemente" a prisão de centenas de manifestantes, entre eles o líder da oposição Alexei Navalny. O ato anticorrupção em que as detenções foram executadas havia sido convocado pelo político.

"Deter manifestantes pacíficos, observadores de direitos humanos e jornalistas é uma afronta aos valores democráticos essenciais", afirmou, em comunicado, o porta-voz do Departamento de Estado americano, Mark Toner.

No mesmo tom, a UE clamou que a Rússia liberte "sem demora" os manifestantes detidos. "Pedimos que as autoridades russas cumpram plenamente seus compromissos internacionais para garantir esses direitos humanos fundamentais", disse o comunicado do bloco europeu.

Dezenas de milhares de russos participaram neste domingo, 26, de uma jornada nacional de protestos contra a corrupção. O principal alvo foi o primeiro-ministro Dmitri Medvedev a quem Navalny classifica como a "pessoa mais corrupta da Rússia".

O líder oposicionista, pré-candidato à Presidência da Rússia, convocou os atos e participou da manifestação em Moscou. A concentração na capital russa foi a mais numerosa - e a que teve mais prisões. / EFE e AFP

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