EUA elevam nível de ameaça terrorista

A administração Bush aumentou de "amarelo" (elevado) para "laranja" (alto risco) o nível de ameaça terrorista no país. O secretário da Justiça, John Ashcroft, citou o "aumento na possibilidade" de a rede terrorista Al-Qaeda promover ataques contra americanos nos EUA e em outros países nos próximos dias.Os atentados podem coincidir com o fim do Hajj, a peregrinação anual muçulmana a Meca, e com a aproximação de uma possível guerra com o Iraque. A peregrinação tem início no domingo e termina em meados de fevereiro.Em advertências anteriores, agentes de inteligência tomaram como base declarações de integrantes da Al-Qaeda interrogados, principalmente, na base de Guantánamo, em Cuba, onde os EUA os mantêm prisioneiros.O último aumento no nível de ameaça com base no código de cores, de amarelo para laranja, foi em 10 de setembro de 2002, logo antes do aniversário dos ataques de 11 de setembro de 2001 contra o World Trade Center e o Pentágono. Mas o nível foi rebaixado duas semanas mais tarde.O amarelo, que fica na média da faixa de cinco cores, significa um risco "significativo", enquanto o laranja equivale a um risco "alto" de um ataque terrorista. O vermelho representa um risco "grave".A crescente preocupação também reflete um novo tratamento do interesse e capacidade da Al-Qaeda de produzir armas químicas ou radioativas. Em particular, investigadores expressaram preocupações sobre a capacidade da Al-Qaeda de atacar com uma "bomba suja", um recurso que usaria explosivos convencionais para espalhar material radioativo no ar.Em uma recente reavaliação, analistas de inteligência concluíram que a Al-Qaeda pode estar mais perto de desenvolver uma bomba suja do que se pensava antes da prisão, em maio passado de Jose Padilla, um membro americano da Al-Qaeda, que as autoridades disseram que planejava construir tal arma.Não se acreditava que Padilla, que foi preso quando chegou em Chicago em um vôo do Paquistão, tivesse conhecimento técnico ou métodos organizacionais para fazer tal plano. Depois de sua prisão, oficiais de contra-terrorismo pareceram subestimar a ameaça.

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