EUA elevarão presença militar na Estônia

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, anunciou que planeja ampliar a presença da Força Aérea norte-americana na Estônia, vizinha da Rússia, para "exercícios de treinamento". Em entrevista conjunta com o presidente estoniano, Toomas Hendrik Ilves, Obama disse que a decisão é parte da iniciativa que ele havia anunciado há seis meses durante uma visita a Varsóvia, na Polônia, para aumentar a presença militar dos EUA na Europa.

Estadão Conteúdo

03 de setembro de 2014 | 15h58

"Hoje, posso anunciar que essa iniciativa vai incluir unidades e aviões adicionais da Força Aérea para exercícios de treinamento aqui na região nórdica e do Báltico. E nós concordamos com nossos aliados estonianos que o local ideal para sediar e apoiar esses exercícios seria a Base Aérea Amari, aqui na Estônia", disse Obama. Atualmente, a base de Amari abriga quatro aviões da Força Aérea da Alemanha e 150 soldados alemães.

A Estônia é integrante da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), a aliança militar liderada pelos EUA que foi formada em 1948 para confrontar a Rússia (então União Soviética). "Estaremos aqui pela Estônia. Estaremos aqui pela Letônia. Estaremos aqui pela Lituânia. Vocês perderam sua independência uma vez. Com a Otan, vocês nunca a perderão novamente", afirmou o presidente. Os três países bálticos eram repúblicas federativas soviéticas até o colapso da URSS, em 1991, e foram atraídos para a órbita da Otan nos anos subsequentes.

Nesta quinta-feira, Obama participará do encontro de cúpula da Otan em Newport, no País de Gales. O novo governo ucraniano, formado após o golpe de Estado apoiado pelos EUA e pela União Europeia em fevereiro, pediu formalmente para que o país seja admitido na aliança anti-Rússia. Fonte: Dow Jones Newswires.

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