EUA elogiam acordo para 'governo de inclusão' no Iraque

Autoridades americanas classificam pacto como 'um passo adiante para a democracia'

estadão.com.br

11 de novembro de 2010 | 12h22

WASHINGTON - Os EUA classificaram o acordo que colocou um fim ao impasse político no Iraque como "um grande passo à frente" para que o país fortaleça sua democracia, segundo declarações feitas nesta quinta-feira, 11, por Anthony Blinken, assessor de segurança do vice-presidente Joe Biden. As informações são da agência AFP.

 

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"O aparente acordo para formar um governo de inclusão significa um grande passo adiante para o Iraque. Dissemos durante as negociações que o melhor resultado seria um governo que reflita todos os resultados das eleições e que seja composto pelas lideranças mais importantes dos grupos étnicos e religiosos e que não seja excludente", disse Blinken.

 

O acordo firmado nesta quinta pelas facções iraquianas reparte os principais cargos do país entre as várias etnias da população. O presidente será curdo, o primeiro-ministro, xiita, e o presidente do parlamento, sunita.

 

As eleições legislativas de 7 de março não haviam dado a nenhum partido a maioria para governar sozinho o país. Desde então, o atual primeiro-ministro, Nouri al-Maliki, e o ex-premiê Iyad Allawi competiam para formar um novo governo. O bloco de Allawi, a Al-Iraqyia, teve dois assentos a mais que a Aliança do Estado de Direito, de al-Maliki.

 

Segundo a Constituição do Iraque, a eleição do presidente do Parlamento é uma etapa indispensável antes da designação do chefe de Estado e do premiê. No país, os eleitores elegem os deputados, que por sua vez apontam os cargos executivos. Este será o terceiro governo iraquiano desde a queda do regime de Saddam Hussein.

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